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Viciado Em Você romance Capítulo 256

Eduardo já havia alcançado Yara, caminhando com suas longas pernas e, antes que ela pudesse reagir, abriu a porta do passageiro para ela.

“Amor, entra no carro!”

“Hmpf!”

A pequena mulher lançou-lhe um olhar irritado antes de sentar-se, mas logo virou o rosto para a janela, sem querer olhar para ele diretamente.

No trajeto de volta, Eduardo não parou de se explicar: “Por acaso o carro dela estava na nossa frente, nós nem estávamos no mesmo carro...”

Que coincidência maravilhosa! Até acidente de trânsito eles conseguiram juntos!

Yara resmungou em silêncio.

Ao chegarem na casa, Dona Regina percebeu que a senhora estava com o semblante fechado. Por um momento, pensou que algo realmente sério tivesse acontecido com o Sr. Henriques, mas só relaxou quando viu o jovem senhor entrando logo atrás.

Yara subiu para o quarto com o rosto amuado, sentou-se emburrada no sofá e começou a beber água em grandes goles.

Ela precisava urgentemente se acalmar, não queria ser uma mulher ciumenta. Queria ser generosa, queria ser compreensiva...

Mas, se esse homem realmente ficasse com aquela amiga de infância, Liana, e ainda tivessem um filho...

Como deveria chamá-lo? Ex-marido ou cunhado?!

Eduardo entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Tirou o paletó e jogou sobre a cama, pensando em como poderia contar a verdade sobre o encontro com Liana.

Yara semicerrava os olhos, o olhar frio.

“Hoje à noite, Liana realmente foi ao escritório me procurar.”

Depois de um longo silêncio, Eduardo finalmente falou, a voz rouca.

Yara apertou os lábios, contendo a raiva, levantou a mão e bebeu mais um grande gole de água.

Segurava o copo com força, tentando forçar um sorriso amargo, e devolveu com outra pergunta: “Só hoje à noite?”

Ela ergueu o olhar, fixa nele: “Eduardo, você acha que é fácil me enganar? Você ficou tantos dias sem voltar pra casa, estava com ela esse tempo todo?”

Seu rosto imediatamente ficou sombrio!

Ele respirou fundo, mas logo pegou um guardanapo da mesa e limpou o rosto, perguntando baixinho: “Agora você já se acalmou?”

Pegando outro guardanapo, ele também secou delicadamente a água das mãos dela, mantendo aquele jeito carinhoso e paciente.

Yara achava que era só porque estava com a consciência pesada que ele agia assim.

Ele com certeza tinha algo a esconder com Liana, por isso não se irritava quando ela explodia.

Yara puxou a mão, incomodada, e recostou-se bufando no sofá, virando o rosto para o outro lado.

“Ainda não me acalmei!”

Eduardo, determinado a sobreviver à situação, respondeu com paciência, explicando devagar: “Yara, ela realmente veio falar comigo, disse coisas que não gostei, e eu acabei brigando com ela. No caminho de volta, acabei me envolvendo numa batida e vi que o carro dela estava na frente. Só tirei ela do carro, não foi nada disso que ela falou!”

Ele ainda lançou um olhar de desprezo: “E mais, não me coloque no mesmo saco que ela, não misture as coisas, não me faça passar mal!”

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