Diana levantou a mão, querendo bater no rosto de Yara.
Desta vez, Yara foi rápida, ergueu o braço e agarrou o pulso de Diana, encarando-a com raiva. "Você quer me bater de novo? Esse seu hábito de bater nos outros não é nada bom!"
Yara soltou a mão de Diana com força, empurrando-a para longe!
De repente,
"Ah! A esposa do Eduardo é tão mal-educada, tem coragem de levantar a mão contra a própria sogra..." A mãe de Elvis, Sandra Henriques, falou alto, de maneira afetada e claramente querendo distorcer os fatos, acusando Yara.
Algumas senhoras curiosas da vizinhança, ao ouvirem a confusão, também saíram para ver o que estava acontecendo. Sem saber direito o que se passava, começaram a repreender Yara, dizendo que ela não tinha educação, que era desrespeitosa...
"Nora batendo na sogra? Isso nunca aconteceu na Família Henriques, imagina se isso se espalha por aí!"
"Exatamente, ela fez a Família Henriques passar vergonha..."
"De quem é filha essa neta-nora, para ser tão atrevida assim..."
"Sem educação nenhuma..."
As senhoras cercaram Yara, cada uma falando uma coisa, quase querendo tomar as dores da Família Henriques e dar uma lição naquela nora que não sabia se comportar!
Diana, ao lado, fingia estar magoada, mas um sorriso de satisfação apareceu discretamente em seus lábios.
Diante de todas aquelas acusações injustas, do deboche e das dúvidas, Yara suportou o sofrimento em silêncio, sentindo-se sozinha e indefesa, parada onde estava...
Elvis, querendo aumentar ainda mais a confusão, pisou fundo: "Ela sempre foi sem educação. Fez de tudo para conseguir dinheiro, até subiu na cama do primo do tio..."
Sob as acusações e insultos dos parentes, os olhos de Yara ficaram vermelhos de tanto segurar o choro; ela tentou se defender, pálida: "Não é verdade... Foi ela que começou..."
De longe, Estela correu até Yara e ficou ao seu lado, protegendo-a dos ataques injustos. "A Yara não é assim, vocês não sabem de nada, parem de falar besteira..."
Eduardo apertou forte a mão trêmula de Yara e, olhando para todos os parentes, avisou friamente: "Se alguém ousar falar mal da minha esposa de novo, não vou perdoar!"
"Mordomo, pode acompanhar os convidados até a saída!"
Dito isso, levou Yara para fora do jardim.
Eduardo a conduziu até o quarto, abraçou-a e, acariciando suas costas, disse suavemente: "Me desculpe, cheguei tarde demais. Agora está tudo bem, tudo bem!"
De repente, aquele corpo frágil começou a tremer. Yara desabou em um choro alto, liberando toda a mágoa que sentira.
Entre soluços, Yara se queixou: "Elas me cercaram, foi assustador. Parecia que iam me devorar..."
Vendo o quanto Yara estava abalada, o coração de Eduardo apertou. Ele a consolou: "Vou dar uma lição em todas elas, nenhuma vai ficar impune!"

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