Durante todo o trajeto, Eduardo mantinha nos lábios um sorriso que Yara não conseguia decifrar.
Não era apenas uma punição?
Não era como se fosse a primeira vez, precisava sorrir por tanto tempo assim?
Yara virou o rosto para a janela. O clima dentro do carro a deixava completamente confortável. Ela tinha tomado um pouco de vinho de frutas à noite, o que a fazia sentir-se sonolenta.
Yara abriu os olhos, ainda atordoada!
De repente, percebeu que o carro não seguia para o condomínio, parecia subir a serra, mas também não era o caminho de volta à Mansão Montanha Branca...
Na mesma hora, perdeu todo o sono, ficando alerta. "Para onde você está indo?"
Será que esse canalha queria mesmo levá-la para o meio do mato, matá-la e jogar o corpo no matagal?
"Eu estava brincando quando falei de divórcio, não era sério, de verdade!" Yara olhou para a escuridão lá fora, morrendo de medo, com um desejo intenso de sobreviver.
Eduardo não conseguiu conter uma risada. "Está com medo?"
O carro parou, ele soltou o cinto de segurança, desceu e foi até o lado do carona. Com delicadeza, tirou-a do banco e a colocou no banco de trás.
Yara, nervosa, se debatia, assustada. "Eduardo, o que você vai fazer?"
Depois do que tinha passado da última vez, ela não sentia mais segurança, a desconfiança só aumentava!
Eduardo entrou no carro, a puxou para perto e a envolveu em seus braços. Sussurrou confuso ao pé do ouvido dela: "Querida, é aqui que eu vou te punir!"
Vendo o desejo profundo em seus olhos, Yara finalmente relaxou. Pelo menos ele não ia matá-la.
Um segundo depois, ela arregalou os olhos, desconfiada. "Você enlouqueceu? Aqui alguém pode ver!"
No meio da serra, dentro do carro, só ele mesmo para pensar nessas coisas!
Quando a viu sorrindo tão radiante, tão sedutora, tão encantadora lá na Família Guerra, ele quase não se aguentou de vontade de levá-la embora na hora!
Se ela tivesse concordado em dormir na Família Guerra, ele com certeza teria ficado junto sem vergonha nenhuma.
"Eu disse que ia te punir..."
Sem deixar Yara falar, as mãos grandes dele já deslizaram por baixo do vestido. Ela tentou segurar o tecido, implorando baixinho: "Eduardo, não aqui, vamos pra casa, por favor..."
Mas Eduardo não cedeu, murmurando com malícia: "Já faz tempo que não fazemos no carro!"
"Mas alguém pode ver, de verdade, não dá!" Esse homem não tem vergonha nenhuma! Mas ela ainda tem!
"Relaxa..."
"Eduardo..." A voz dela já estava mole, derretida pela punição dele.
...
No meio da serra, o vento forte batia nas janelas do carro.
O espaço apertado estava carregado de uma atmosfera de desejo; apesar do frio lá fora, os dois suavam dentro do carro.
De repente, ele falou: "Yara, quando você acha que vamos ter um filho?"
Com um filho, ela não falaria tão facilmente em ir embora, e uma criança também traria mais alegria para ela.
"Como vou saber?" Yara respondeu, insegura, desenhando linhas repetidamente no tablet.
Eduardo ficou em silêncio por alguns segundos e disse, sério: "Amanhã vou pedir para o Pablo marcar um exame médico para nós dois." Havia um tom de frustração em sua voz.
Já fazia quase um ano, e ela ainda não tinha engravidado. Ele começava a se perguntar se o problema era com ele.
Levantou o rosto dela, sorrindo de felicidade: "Você prefere menino ou menina? Se tivermos dois, gostaria de um de cada!"
Eduardo balançou ela levemente. "Quantos você quer ter?"
"Tanto faz!" Yara piscou, desviando.
Quando era estudante, sonhava em casar e ter dois filhos, um irmão mais velho para proteger a irmã, e prometia para si mesma nunca abandonar seus filhos, para que eles não passassem pelas mesmas humilhações que ela.
"Então amanhã vamos nos esforçar mais." Eduardo beijou de leve o rosto dela.
"Não me atrapalhe, esse projeto tem que ser entregue para o departamento de design amanhã." Yara o empurrou com o cotovelo.
Já não estão se esforçando o suficiente?
Mas se ela não quiser ter filhos, não adianta ele se esforçar sozinho!

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