O hospital situado na rua S, nos arredores da cidade N, já não era mais mencionado em casa há mais de uma década. Todos achavam que ele tinha sido abandonado, mas agora havia se transformado em um hospital psiquiátrico.
Os pacientes ali eram poucos; somando médicos e enfermeiros, não passavam de trinta pessoas. Naquele morro afastado e desolado, o hospital parecia ter sido esquecido pelo mundo.
Eduardo e seus seguranças, mais de uma centena, controlaram todos no hospital e finalmente encontraram Yara, inconsciente com febre alta, no quarto mais afastado do terceiro andar.
Diana, ao receber a notícia de que Yara havia sido resgatada por Eduardo e seu grupo, xingou furiosa ao telefone, em seu escritório: "Bando de inúteis."
No Hospital JS.
Quando Eduardo viu Yara tão frágil e abatida na cama, seu coração se partiu de dor. Ele desejava, com toda a alma, punir cruelmente quem a havia capturado e, se pudesse, queimaria aquele hospital psiquiátrico até as cinzas.
"Médico, como está minha esposa?" — perguntou Eduardo, aflito, assim que o médico terminou de examinar o estado de Yara.
Ao ver os ferimentos nas mãos dela e imaginar os sofrimentos pelos quais ela passara, sentiu uma dor lancinante no peito.
Quando a encontraram naquele pequeno quarto, os pulsos de Yara estavam todos machucados, cobertos de sangue. Havia marcas de agulhas em suas mãos e hematomas nos braços...
Ela havia tentado se soltar das cordas diversas vezes, ferindo os pulsos, e os hematomas nos braços pareciam o resultado de impactos...
"Diretor Henriques, os exames mostram que há Prozac, sedativos e outros medicamentos psiquiátricos no sangue da Sra. Henriques", informou o médico, com expressão severa.
Aquelas pessoas certamente a haviam forçado a tomar remédios e receber injeções. Por ter resistido, foi empurrada contra a parede...
Por que fizeram isso? Por que quiseram transformar uma pessoa saudável em uma insana?
Eduardo não queria tirar os olhos dela nem por um instante, permanecendo ao seu lado e segurando sua mão.
Pouco depois, Eduardo sentiu a mão de Yara se mover levemente. Em seguida, ela abriu os olhos devagar.
"Yara, você finalmente acordou!" — Eduardo chorou de alegria ao vê-la desperta.
"Eduardo... isso é mais uma alucinação?" — Yara olhou, incrédula, para a figura familiar diante de si, falando com extrema fraqueza.
Naquele quartinho, depois de ser sedada e medicada à força, ela sempre via Eduardo aparecer, por isso agora achava que ainda estava alucinando.
Só quando Eduardo tocou seu rosto e ela, lentamente, segurou a mão grande dele, é que sentiu, finalmente, que o homem diante de si era real, e não uma miragem.

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