TESSA
Se confusão fosse uma pessoa, seria eu.
Meu suposto marido não deu notícias por uma semana inteira.
A última vez que conversamos foi quando ele me deixou na frente de casa… ele disse que me ligaria “mais tarde”.
O que “mais tarde” significa para ele?
Se soubesse que seria assim, não teria assinado a certidão de casamento.
Quer dizer, ele me convenceu de que era pelo bebê… que a criança deveria ter pai e mãe… um lar.
Mas isso estava anos-luz de um casamento de verdade.
Éramos casados só no papel?
Simplesmente não consigo entender aquele homem.
E, pior, meus colegas começaram a achar que eu tinha inventado o casamento.
Quer dizer… não havia nenhum sinal dele…
E estava sendo deprimente.
Uma tarde, meu celular tocou. Era o Edgar.
“Oi”, comecei, sem jeito.
“Faz tempo que não te ouço. Mal atende minhas ligações ou responde minhas mensagens”, disse ele.
Engoli em seco. Realmente não sabia como contar que tinha me casado. E com um casamento confuso, ainda por cima.
“Estive muito ocupada”, menti.
“Ah, queria que você não precisasse trabalhar tanto. Está livre hoje à noite? Podíamos jantar”, sugeriu.
Eu realmente devia usar a chance para contar a verdade.
“Sim.”
“Ok, então. Às seis. A gente se encontra no Tasty Tom’s.”
“Certo.”
“Mal posso esperar para te ver.” E desligou.
Com o celular ainda no ouvido, olhei ao redor e vi algumas funcionárias me encarando curiosas. Decidi usar isso a meu favor.
“Ah… mal posso esperar para te ver mais tarde. Vamos comer muitos legumes no jantar. Tchau, amor!” Falei alto o suficiente para elas ouvirem que estava falando com meu “marido”. Mas, ao me virar, o sangue gelou.
Declan estava parado bem à minha frente.
Ethan estava ao lado dele.
Baixei a cabeça e entrei em pânico. Ele deve ter ouvido.
“Hmm… Tessa, você devia evitar ligações pessoais no trabalho”, Ethan declarou, virando-se rapidamente para Declan. “Peço desculpas, Sr. Hudson. Ela não é sempre assim. É que ela acabou de se casar.”
Roubei uma olhada para Declan. Ele parecia genuinamente irritado.
Sem dizer uma palavra, ele virou e saiu.
“Nossa, o Declan parecia pronto para arrancar sua cabeça. O que você fez?”, Audrey perguntou, se aproximando.
Frustrada, expliquei tudo.
“Caramba, agora você tem dois maridos”, ela riu.
“Para com isso”, retruquei.
“Mas o fato de ele ter ficado irritado… deve gostar mesmo de você.”
“Confia em mim: se tinha alguma esperança sobre isso, eu mesma destruí. O Declan não gosta de mim. Só deve estar chateado porque quebrei o contrato.”
Audrey olhou para mim com pena.
*************
Ao final do dia, meu celular apitou. Uma mensagem de Declan:
Encontre-me no restaurante ao lado da empresa. 18h.
Droga.
Tenho jantar marcado com o Edgar às seis.
Mas sabia que não podia recusar o convite de Declan. Queria conversar com ele fazia semanas!
E cancelar com ele para ver o Edgar poderia fazê-lo pensar que menti sobre a gravidez. Tive que dispensar o Edgar.
Liguei para avisá-lo, mas a chamada não completava.
O restaurante ao lado da empresa era caríssimo. Já fui lá antes para reuniões de negócios, mas agora estava indo para um… encontro?
Tentei não sorrir. Isso não é um encontro.
“Sra. Hudson. O Sr. Hudson já está aqui.” Brad, o motorista de Declan, se aproximou e me direcionou para onde ele estava sentado.
Engoli seco. Sra. Hudson? Soava tão estranho.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Posta maaaaaais...