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Uma Noite Com Meu Chefe romance Capítulo 135

*TESSA*

"Sem escolha? Você realmente gosta de me machucar, não é?"

"Só me deixe explicar... por favor," ele implorou.

"Me solta!" Eu afastei suas mãos dos meus ombros.

"Acalma-se e ouve o que eu tenho a dizer."

"Não!" Eu peguei meu celular de dentro da bolsa.

Eu queria ligar para a polícia... ligar para qualquer um que pudesse me tirar de perto desse monstro.

Mas antes que eu conseguisse fazer a ligação, ele tomou o celular da minha mão.

"Você vai ligar pro Calvin? E pedir pra ele vir te salvar? Tessa, você não é dele! Você é minha!" ele gritou e arremessou o celular contra o chão duro.

Eu arfei e dei um tapa na cara dele.

"Seu louco!"

Louco com problemas sérios de raiva.

Ele me olhou com raiva.

"Há quanto tempo você e o Calvin estão juntos? Vocês estão morando juntos agora? Aconteceu alguma coisa entre vocês?" Ele perguntou, me empurrando contra a parede novamente.

Respirei fundo para me acalmar...

Mesmo que eu não fosse páreo para ele... não deixaria que ele brincasse com a minha cabeça de novo.

"Nosso relacionamento não é da sua conta." Respondi irritada.

Ele riu, amargamente. "Acho que você está assinando a sentença de morte dele."

E então ele golpeou a parede ao lado do meu ouvido com o punho cerrado.

Eu estremeci, sentindo um medo terrível.

Engoli em seco e tentei reunir toda a coragem que ainda tinha.

"Você não pode simplesmente me deixar em paz, Declan? Estou feliz agora. O Calvin me faz feliz... você pode pelo menos me deixar ter isso? Pelo menos isso, eu acho que mereço."

Ele me olhou por um tempo sem dizer nada...

Encontrei seus olhos devagar e vi lágrimas ali.

Ele piscou rapidamente e elas desapareceram.

"Deixe-me te explicar. Eu nunca cometeria os mesmos erros novamente... posso te fazer feliz também, Tessa. Posso te deixar ainda mais feliz."

"Eu não preciso…"

Ele me interrompeu com um beijo bruto.

"Hmm…" Tentei me afastar chutando sua perna, mas ele me segurou mais forte e me prendeu contra a parede.

Ele me beijou agressivamente, esfregando sua ereção em mim. Eu não podia deixar ele conseguir o que queria de novo depois de tudo que ele tinha feito comigo. Uma de suas mãos se moveu para entre minhas pernas e meus olhos se arregalaram... Pensei no Calvin... Não... Eu não podia machucá-lo... Mas o Declan estava com muita intensidade em cima de mim. Lembrei que tinha uma pequena faca de fruta na minha bolsa... O cabo estava quebrado e eu ia consertá-lo... Bem... agora tinha que servir para outro propósito. Tremendo, alcancei a bolsa e peguei a faca... Minha mão tremia... Eu não tinha planos de esfaqueá-lo... Só queria me proteger... A boca dele ainda esmagava cada parte dos meus lábios e eles estavam começando a doer... Ele nem parecia notar a arma na minha mão.

Decidi apenas cutucá-lo com a faca para que ele pudesse ver a arma na minha mão... Então senti a mão dele pressionando minha virgínia coberta pela calcinha... A humilhação me fez esfaqueá-lo com força no ombro direito... Instantaneamente, ele se afastou de mim... O sangue saiu imediatamente... manchando seu casaco e escorrendo pelo braço. "Ahh." Ele gemeu de dor enquanto segurava o ombro... A faca caiu da minha mão... Fiquei tão assustada de tê-lo machucado desse jeito. Ele levantou a cabeça e me encarou... Estava tão chocado... "Você... você me odeia tanto assim? Quer me matar?" "Você... você me fez fazer isso!" Eu gritei. Com uma expressão de dor no rosto, ele começou a se aproximar novamente... Eu rapidamente peguei a faca. "Fique para trás!" Eu avisei apontando a faca para ele, mas ele não ouviu.

Ele se aproximou até que a faca estivesse pressionada contra o próprio peito...

Eu sabia que ele continuaria se aproximando...

Ele estava obstinado em fazer da minha vida um inferno...

Eu retirei minha mão e levei a faca ao meu pescoço...

"Já que você está determinado a sempre me machucar... Eu mesma acabarei com a minha vida", ameacei, chorando.

"Você o ama tanto assim?! Nem ao menos me deixa te tocar!" ele gritou, agarrando meu pulso.

A faca caiu da minha mão.

Ah Deus.

"Posso ser como ele! Posso ser qualquer coisa que você quiser!" Ele me segurou pela cintura novamente e me beijou à força.

Eu me senti sufocada...

Isso não pode acontecer.

Nesse momento, ouvimos passos lá fora.

Tentei ao máximo fazer algum barulho...

Bati na parede do banheiro e de vez em quando dava tapas fortes nas costas dele.

Será que ele não ouvia os passos?

Ele não se importava com o que as pessoas pensavam?

"Olá... tem alguém aí dentro?" Ouvi a voz de uma mulher...

Ouvi seus passos se aproximando.

"Ah... desculpa..." E então, seus passos foram se afastando.

Ela deve ter visto apenas nossas pernas... Deve ter pensado que nos interrompeu.

Ai!

O aperto de Declan afrouxou um pouco e rapidamente aproveitei essa chance para empurrá-lo com toda minha força...

Ele perdeu o equilíbrio e cambaleou para trás...

Corri para a porta... destranquei e saí disparada do banheiro.

"TESSA!" Ouvi ele gritar, mas não olhei para trás.

Saí correndo do prédio e, quando estava bem longe da empresa...

Me encostei numa parede para recuperar o fôlego... Olhei para trás e não havia sinal dele...

Ai, meu Deus...

Pensei que ele finalmente tinha me deixado em paz...

Desde que ele não veio ver nossa filha… Achei que finalmente tinha acabado entre nós. Mas então, lá estava ele de novo. Ai meu Deus!

*****************************

*DECLAN*

Eu só queria falar com ela de novo… Só queria que ela me ouvisse. Eu estava me esforçando tanto para controlar minhas emoções, mas ela não parava de falar sobre o Calvin… E então eu perdi a cabeça. E quando ela me esfaqueou… isso me deixou ainda mais irritado… A Tessa não era assim antes… Ela podia ficar brava comigo, mas sempre que eu a tocava… ela derretia nos meus braços… Ela sempre foi incapaz de me resistir… Mas hoje… ela lutou ferozmente para não me deixar entrar em sua vida novamente. O que o Calvin fez com ela?

Aproximei-me de Brad.

"Sr. Hudson, você está bem?" Ele ficou em pânico ao ver o sangue no meu braço.

"Estou bem... é só um ferimento leve." Respondi entrando no carro.

"Devo levá-lo ao hospital?"

"Não. Me leve para casa."

Ele começou a dirigir.

"Imagino que não tenha corrido bem com a Srta. Beckett. Eu poderia ir falar com ela e explicar tudo para você... Diria que fui eu quem tomei essa decisão... talvez isso diminuísse o ódio dela por você."

Encostei a cabeça no apoio.

"Não precisa."

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