*TESSA*
"Não... Calvin... Não foi assim que eu quis dizer. Eu só quero..." "Tudo bem. Vou aceitar o dinheiro. Desculpe por te fazer pensar isso de mim." E então ele se dirigiu à porta. "Calvin." Eu chamei, mas ele não olhou para trás. Quando ele saiu, eu me afundei no sofá. Eu não queria que ele se sentisse assim. Me senti tão culpada por fazê-lo se sentir mal. E ele começou a me evitar novamente... Desta vez, ele nem sequer rondava minha casa como costumava fazer. E eu sabia que realmente o tinha magoado agora. Eu deveria dar a ele alguns dias... ele viria falar comigo. Me mantive ocupada com meu trabalho paralelo. Descobri que era mais barato comprar diretamente da empresa de joias... Então, comecei a comprar em grandes quantidades.
Mas a empresa ficava muito longe de onde eu morava.
Levava mais de uma hora para chegar lá...
Mas agora eu podia deixar a Leah em casa sem medo de que ela não comesse nada...
Ela já tinha se adaptado à papinha complementar.
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Eu estava na joalheria e peguei duas caixas grandes de mercadorias.
Fiz os pagamentos e então meu telefone tocou.
O tirei da bolsa.
Era a Sophie.
Atendi e meu coração disparou ao ouvir Leah chorando ao fundo.
"Leah está doente. Estou indo para o hospital agora, mas ela não para de chorar. Acho que está sentindo sua falta."
Oh Deus.
"Vou demorar mais de uma hora para chegar."
"Ah... Vou continuar tentando acalmá-la." Sophie garantiu.
Desliguei e pensei em quem mais Leah gostava.
Calvin.
Eu rapidamente liguei para ele.
"Alô?" Ele atendeu ao segundo toque.
"Calvin...em...você está ocupado agora?" Perguntei, frenética.
"O que... o que aconteceu?" Ele perguntou.
Ele parecia nervoso agora.
"É a Leah. A Sophie me ligou para dizer que ela está doente e chorando. Mas eu estou longe de casa. E eu estou tão..." Eu funguei, lutando contra as lágrimas.
Leah era meu ponto fraco.
Eu odiava quando ela ficava doente.
"Não chore, Tess. Apenas se acalme e tente voltar para ela. Eu vou para o hospital agora." Ele garantiu.
"Obrigada, Calvin."
Não falávamos há semanas.
E eu não teria ligado para ele se não fosse por causa da Leah...
Mesmo assim, ele atendeu e estava disposto a ajudar imediatamente.
Eu senti que tinha sido muito dura com ele.
E então percebi, não podia mais viver sem o Calvin. Ele era a primeira pessoa em quem sempre pensava toda vez que precisava de ajuda. Balancei a cabeça e peguei as caixas. Tive dificuldade para conseguir um táxi. Quando cheguei ao hospital, já era noite.
Entrei no quarto e encontrei minha menininha com soro na veia. Seus olhos estavam fechados e toquei sua mãozinha. Calvin veio ficar ao meu lado.
“A temperatura dela estava muito alta, mas agora ela está bem melhor.”
“Sinto muito, Tess. Ela pegou um resfriado por minha causa. A levei para fora ontem, mas não esperava que ela passasse mal por causa disso. E quando chegamos aqui, havia tanta gente e tivemos que esperar na fila. Mas o Sr. Hudson chegou rapidamente e fomos atendidos.”
“Não precisa se culpar, Sophie. O tempo está extremamente frio agora. Talvez você pudesse tê-la vestido com algo mais quente, mas está tudo bem... ela vai ficar bem.” Eu disse para Sophie.
Ela concordou com a cabeça e me deu um sorriso.
“Você não comeu nada desde que a Leah foi internada… você deveria ir comer alguma coisa.” Calvin disse para ela.
“Estou mesmo com fome.” Ela concordou com a cabeça rapidamente para nós e saiu do quarto.
Sentei na cama e fiquei olhando para minha bebê.
“Muito obrigada, Calvin. Por ter vindo resgatar minha filha.”
Ele riu. “Você está tornando isso tão sério. E se esqueceu que sou o padrinho dela? É meu dever cuidar dela.”
Ele era a única pessoa em quem eu podia me apoiar agora.
A única pessoa em quem eu podia confiar.
“Desculpa pelo que aconteceu.” Eu me desculpei.
“O que aconteceu?” Ele perguntou, cruzando os braços no peito.
“Quando eu te paguei de volta... Não fiz isso porque achei que você poderia usar contra mim. Só fiz isso porque havíamos concordado que você estava apenas me emprestando o dinheiro.”
“Também peço desculpas. Exagerei.” Ele se desculpou.
Ele desviou o olhar, e eu percebi que ele ainda não tinha superado o ocorrido.
“Hmm... Acho que você e a Leah podem precisar de algumas coisas... vocês podem ficar no hospital por alguns dias... me diga o que precisam... eu vou buscar na sua casa.”
Ah, Calvin.
Eu listei as coisas de que precisava e ele foi embora.
Sophie voltou com comida para todos e separamos uma porção para o Calvin.
Eu estava morrendo de fome e comecei a comer.
“O Senhor Hudson te ama muito.” Ela soltou de repente.
E então, perdi o apetite.
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Calvin voltou com o que precisávamos.
Ele jantou e ficou conosco até meia-noite.
Tirei três dias de folga para ficar com minha filha no hospital.
Recebemos alta no terceiro dia.
Calvin veio nos buscar.
"Você não precisava se incomodar, Calvin. Poderíamos ter chamado um táxi."
"Estou aqui pela minha afilhada, não por você", disse ele, rindo.
Eu fiquei boquiaberta e ri.
Ele pegou Leah nos braços.
"Seu padrinho está aqui, ou pode me chamar de 'dindinho',"
Ri de quão antiquado isso soou.
"Dada." Ouvimos Leah chamar..."Dada."
Todos ficamos surpresos...
Ela ainda nem tinha me chamado de mamãe!
Eu estava irritada por dentro.
"Você ouviu isso? Ela acabou de me chamar de papai... Oh, meu Deus." Calvin exclamou, parecendo tão feliz.
Escondi minha decepção por 'mamãe' não ter sido sua primeira palavra. Pelo menos, minha filha disse sua primeira palavra.
"Leah... você é uma menina tão boa... agora diz 'mamãe'..." Eu insisti.
"Dada." Ela respondeu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Posta maaaaaais...