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Uma Mulher para o Sheik romance Capítulo 40

Hassan abriu os olhos e fez uma careta de dor, olhou ao redor e percebeu estar em um hospital, tentou se levantar mais viu seu ombro esquerdo enfaixado. Olhou para o lado e viu Jihad sentado, cochilando, no sofá. Sorriu e ao lembrar-se do que havia acontecido chamou desesperado pelo seu secretario.

–Senhor, que bom que acordou – Jihad falou aliviado – ficamos tão preocupados com o senhor.

–Cadê Yoon Hee? O que houve no noivado após o tiro? – perguntou eufórico. – Ela está bem?

–É melhor se acalmar se não a enfermeira virá aqui e lhe aplicará um calmante. Sua esposa está bem, fique tranqüilo. Assim que o senhor foi atingido à equipe de segurança entrou no escritório e atirou nele.

–Ele está morto?

–Não, ficou em coma. O tiro o atingiu em sua cabeça, é provável que ele não acorde.

–E Yoon Hee onde está?

–Ela saiu para comer alguma coisa. Faz um dia que o senhor estava aqui e desde o trágico episodio ela não saiu do vosso lado – disse sorrindo – nem trocou de roupa ainda, só foi comer porque não estava mais agüentando viver de água, e eu insisti para que ela fosse se alimentar . Ela é muito teimosa, nunca me escuta.

–É, ela realmente é – disse sorrindo – e Mahir? Meu pai? Como estão todos e o que andam falando?

–Seu pai abafou o caso e todos pensam que o senhor caiu enquanto cavalgava.

–Isso é ridículo. Eu cavalgo melhor do que muitos praticantes de hipismo.

–Eu sei alteza, mas não se exalte. É melhor isso do que mostrar a todos o quão vulneráveis vocês estavam.

–Eu sei disso – falou sério.

–Não se preocupe. Agora o senhor poderá ficar algum tempo em casa.

–Mahir vai descobrir a verdade.

–O rei Hashib já tem outros planos para o vosso irmão.

–Como assim?

–Bem... Parece que o casamento será adiantado.

–Por quê?

–Eles dormiram juntos – Jihad disse envergonhado.

–O Que? Aquele idiota. Como aconteceu?

–É uma longa historia – Jihad disse começando a contar desde o momento em que ele havia sido levado pelos paramédicos ate o acontecido– e foi assim.

–Ele é um idiota mesmo. – murmurou consigo mesmo – agora não poderá escapar desse casamento.

–Hassan? – Yoon Hee falou aparecendo na porta, caminhou ate ele e o abraçou sem importar-se com o sorriso do secretario dele. A única coisa que ela queria era sentir que ele estava realmente vivo e bem – você esta bem? Dói algo? –perguntou ainda em cima dele.

–Dói.

–O que?

–O meu braço, você está em cima dele – ele disse com um sorriso no rosto.

–Ommo desculpa – falou levantando-se – eu fiquei tão feliz por você estar bem que... Acabei me esquecendo. Desculpe.

–Não precisa se preocupar – a olhou de cima a baixo – está machucada ou algo assim?

–Não. Graças a você – sorriu e logo ficou séria – Nunca mais faça aquilo de novo. Aquela loucura quase custou a sua vida.

–Não pode ter sido tão serio assim

–E não foi, mas e se tivesse sido? Eu seria uma viúva agora? Estou jovem demais para isso.

Hassan não disse nada, apenas sorriu e com o seu braço bom, segurou em sua mão, colocando-a em cima de seu tórax, no lado esquerdo.

–Ele está batendo, então fique calma. Não vou morrer tão fácil assim. Tenho muita coisa para fazer e conquistar por aqui ainda. –disse tranquilamente – mas porque não foi trocar de roupa?

–Queria estar aqui caso acordasse.

–Babo – disse em coreano, sério – Jihad, leve-a para casa e só a deixe sair se estiver escoltada.

–Eu não vou.

–E por quê?

–Vou sair quando tiver alta.

–Porque tudo isso?

–Porque eu me preocupei com você – disse o encarando. Fitaram um ao outro por um longo período. Jihad sorriu e saiu silenciosamente, indo atrás do medico.

***

–Ele não, mas quem o mandou sim. – ela disse sem virar-se. – eu...

–Eu sei que está com medo – disse a interrompendo – esse não é o primeiro tiro que eu levo e nem será o ultimo – falou sorrindo, atraindo a atenção dela – quando eu era mais novo quase fui seqüestrado, mas ocorreu um erro e eles quiserem me matar. Quando iam atirar em mim, a equipe de elite invadiu o cativeiro e o seqüestrador errou o tiro, mas me atingiu. Eu sei que a sensação é ruim, você se sente impotente e com medo de que aconteça novamente. – ela o encarou sério e ligeiramente tremula – não se preocupe, os meus melhores seguranças ficarão com você. E qualquer coisa posso lhe enviar para algum lugar seguro, se assim quiser.

Yoon Hee não disse nada, apenas colocou os seus braços envolta de seu próprio corpo, se abraçando, e olhou pela janela do quarto do hospital. Pela primeira vez ela estava com medo do que poderia acontecer com ela, com a sua família, com Hassan e com todos a sua volta.

****

Samira entrou em seu quarto sem forças. Assim que fechou a porta atrás de si deixou-se cair no chão sentindo o seu rosto molhado, devido a lagrimas que caiam de seus olhos. Curvou e abraçou as suas pernas, continuou chorando ao se lembrar dos momentos que havia passado com Mahir e desejou que aquilo tudo fosse um pesadelo e assim que ela acordasse estivesse em Nova York, longe de tudo.

–É melhor você subir, segure-se em mim – falou colocando os braços dele ao redor de seu pescoço enquanto o ajudava a caminhar. Andaram desta forma por um longo caminho ate chegar em frente ao quarto dele. Ela abriu a porta com dificuldade, o ajudou a entrar e jogou Mahir deitado na cama. Tirou os sapatos dele e quando estava prestes a tirar o seu paletó, ele a puxou fazendo-a cair na cama, em cima dele.

–Você é linda sabia? – ele disse encarando-a momentos antes de beijá-la. Ela tentou afastá-lo, mas quanto mais ela tentava mais ele a apertava contra si. Virou os corpos ficando por cima dela. As mãos dele percorriam o corpo dela com angustia, ele parou de beijá-la e começou a tirar o seu robe.

–Mahir, pare, por favor – Samira pediu ao tentar afastá-lo mais uma vez, sem sucesso – pare com isso. Você não quer fazer isso.

–Você é mesmo linda – ele disse embriagado pelo uísque e pelo desejo que estava sentindo. Ele sentiu-se traído por Yoon Hee e ao mesmo tempo atraído pela mulher logo á baixo dele. Assim que ele viu a camisola dela, sorriu. Ela era simples, branca, de seda com algumas rendas na borda.

–Mahir pare já com isso – ela falou aflita ao vê-lo tentar tirar a sua própria roupa sem sair de cima dela. – se não parar eu vou gritar.

–Grite – disse retirando, desajeitadamente, o paletó e abrindo os botões de sua camisa – duvido que alguém escute e sabe por quê? – sussurrou em seu ouvido – porque nessa ala que estamos esse é o único quarto habitado então duvido que alguém passe por aqui hoje a noite.

Samira olhou horrorizada para o homem a sua frente, com toda a força que sentia bateu em sua face, mas ele apenas sorriu e voltou a sua atenção para a camisola dela. Virou o rosto para a porta, que permanecia aberta, saiu de cima dela e nessa hora Samira levantou-se rapidamente e correu em direção à porta, mas ao chegar ao corredor ele segurou em seu braço e a jogou para dentro do quarto, trancando a porta em seguida. Olhou para ela com o olhar cheio de desejo, sarcasmo e crueldade.

–Não conseguirá fugir. Minha noiva querida – ele disse caminhando em sua direção, mas a cada passo que ele dava, ela recuava. Ate Samira encostar-se à parede e não tendo como fugir o olhou apavorada.

–Mahir, não faça isso. Eu sou virgem, apenas esqueça isso. Deixe-me ir embora. Eu sei que não é assim, isso é o efeito da bebida.

–Será? – falou com voz pastosa – eu te achei muito bonita sabia? – colou o seu corpo no dela e a imprensou contra a parede. Segurou em uma das mechas de seu cabelo e aproximou-se de seu ouvido – Essa noite será apenas eu e você – falando isso segurou em sua cintura e a beijou. Samira permaneceu estática, implorando aos céus que alguém entrasse pela porta e o impedisse, mas isso não aconteceu. Mahir segurou a sua nuca com força, forçando-a a entreabrir os seus lábios, o que ela fez contragosto. Algumas lágrimas desceram pelo seu rosto enquanto Mahir a beijava. Ele parou e sem a encarar, olhou para a cama, segurou em seu braço e arrastou ate lá. A jogou deitada na cama, e deitou-se em cima dela. – Não precisa se preocupar. Tentarei ser... Carinhoso – acrescentou sem olhar para ela. Ele segurou as alças de sua camisola e as arrebentou, fazendo com que Samira gritasse de medo. Ela o olhou apavorada e sentiu o sangue sumir de sua face. Mahir segurou na camisola dela e a tirou, puxando para baixo, do corpo de Samira. Em poucos segundos ela encontrava-se apenas de calcinha em cima da cama dele, com ele por cima dela.

–PARE COM ISSO - ela gritou dando mais um tapa em sua cara.

Mahir não disse e nem fez nada. Ele apenas continuou o que estava fazendo como se não tivesse acontecido nada. Ele desabotoou a sua calça, e voltou a beijá-la, mas desta vez começou pelo seu pescoço e desceu em direção aos seus seios, demorou um tempo sugando-os enquanto se deliciava com o cheiro de medo que pairava no quarto.

Samira estava com medo, mas ao mesmo tempo começou a se sentir excitada pelas sensações que ele estava provocando em seu corpo. Ela queria se entregar a ele, entretanto mostrava-se relutante. Ela não queria perder a sua virgindade com um homem bêbado, ela queria perder com um homem que a desejasse em sua noite de núpcias.

Mahir não demorou em chegar em sua região intima. Retirou a calcinha dela com brutalidade e começou acariciar o seu clitóris com a sua língua, fazendo-a inebriar-se de prazer. Assim que ele percebeu que ela havia sentido prazer com ele, abaixou a sua calça rapidamente e em um movimento rápido a penetrou, extraindo um grito, agudo, de dor dela. Ele parou, e a olhou como se estivesse sentindo remorso e culpa pelo o que havia acontecido, enquanto lagrimas caiam pelo rosto de Samira. Ele acariciou o seu rosto.

–Não vai mais doer, eu prometo – disse suavemente, beijando-a nos lábios. Começou a se movimentar vagarosamente e não demorou em aumentar o ritmo das estocadas. Samira ofegava em baixo dele, sentindo-se confusa pelos seus sentimentos. Ela sabia que estava sendo obrigada a fazer aquilo e por tal motivo encontrava-se com medo, mas ao mesmo tempo não conseguia parar de sentir uma excitação pelo momento. Assim que ele chegou ao ápice, olhou para o rosto corado e os olhos fechados de Samira e apagou. Ele caiu para o lado, pegando no sono.

Samira levantou-se do chão determinada a superar o que havia acontecido. Foi para o banheiro e tomou um longo banho, prometendo a si mesma que a água, que caia em seu corpo, iria levar toda a dor, humilhação e frustração que estava sentindo.

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