Que p*rra era aquela? Era... a calcinha que eu tinha trocado ontem à noite!
Não sabia o que fazer, mordia o lábio, envergonhada demais para dizer alguma coisa.
Na noite passada, tomei banho e esqueci de guardar minha calcinha. Deixei no banheiro de William!
C*ralho, queria morrer! Quem poderia me emprestar uma corda para eu me enforcar?
Enquanto sentia vergonha e raiva de mim mesma, William disse friamente: "Não tente esse tipo de coisa, Lizzy. É melhor você esquecer tudo sobre o bar, ou será dispensada!"
Tentar esse tipo de coisa? Eu? Minha timidez desapareceu em um instante e deu lugar à ira.
Caçoei: "Alguém como você também merece que eu me faça de difícil? Se eu não estivesse bêbada naquela noite no bar, não teria te seduzido".
Quanto mais eu falava, mais irritada ficava, e meus olhos umedeceram. "William, vá com calma. Você é o último homem que eu levaria em consideração, mesmo que o mundo estivesse acabando".
Então, saí do escritório, brava.
Na época, eu nunca imaginaria que aquelas palavras fossem se tornar motivo de piada entre mim e William alguns anos depois.
Acalmando-me, mais uma vez dei meu melhor no trabalho.
O prazo estava acabando, tinha que trabalhar cada vez mais.
No final da tarde, recebi uma ligação de Noble.
"Lizzy, tô trabalhando perto da sua empresa hoje. Você tá livre pra se encontrar? Te pago um jantar".
Sua voz era calorosa e agradável. Parecia sorrir.
Soltei um suspiro de alívio. "Eu devia ter chamado você pra jantar, mas tô realmente muito ocupada. Te devo essa. Posso te convidar pra comer depois do dia 23?"
Ele também sabia que eu tinha uma tarefa para concluir em meio mês. Antes que me chamasse para assistir a um filme, contei tudo.
Sua voz estava cheia de preocupação: "Foque no trabalho. Mas, por favor, preste atenção na sua saúde, coma e durma na hora certa, mesmo se estiver ocupada".
Fiz que sim com a cabeça: "Bom, não precisa se preocupar, eu sei".
Desliguei o telefone e me mantive ocupada, sem pensar muito no assunto.
Depois de mais de uma hora, recebi outra chamada de Noble: "Lizzy, você ainda tá na empresa? Pode descer aqui um minutinho? Vou te esperar no portão".
Para falar a verdade, fiquei um pouco irritada ao ouvir aquilo. Eu estava de mau humor, e não correu muito bem com o trabalho.
Mas, já que ele tinha vindo, não poderia recusar.
O lagostim estava mesmo uma delícia, como eu tinha imaginado.
O sol poente tinha pegado o último raio de luz do céu. O crepúsculo tinha nos envolvido, e a brisa de verão soprava no gramado.
Sentei-me lado a lado com o garoto de quem eu gostava quando era nova e comemos lagostins juntos.
A cena fez eu sentir um quentinho no peito, e fiquei melancólica.
Depois disso, Noble me levou até a porta do prédio e disse para eu não trabalhar nem ficar acordada até tarde.
"Pode deixar. Por que você tá agindo igual a minha mãe?" Sorri e reclamei para ele. Ao virar a cabeça, vi William saindo do elevador.
Estava com roupa de fazer exercício e carregava uma bolsa. Parecia que estava indo jogar tênis.
Ele também nos viu, e encarou Noble por um tempo.
Seu olhar era hostil e desconfortável.
Idiota. Revirei os olhos. Eu sei que ele não gosta de mim, mas Noble não o conhece. Por que o encarar com tanta hostilidade?
Era extremamente rude!

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