Mia
Ficar naquele quarto de hotel estava a sufocando. Mia e Taylor saíram para um jantar, depois de cinco horas presos em papéis.
Jackson estava consideravelmente irritado. Alguém o roubou e não foram dois dólares, mas milhões.
Se fosse possível, o homem agarraria o pescoço do imbecil e o faria confessar, contudo, deixaria isso com a polícia.
Ele pediu uma descrição, mas algo grande pode despertar a atenção indevida de jornalistas. Ele só rezava para que isso acontecesse logo, mas levaria dois dias para que ele e seus advogados pudessem ter tudo na ponta do lápis.
Trazer Mia era uma escapatória.
A mulher, desde aquela manhã, não falou muito. Ele lhe daria espaço, só que no momento ele desejava ter um jantar agradável e ela fazia parte do agradável.
— Sabe, fico passando essas coisas na minha cabeça e fica cada vez mais difícil de falar. — Mia era conhecida por ser direta, provocante e petulante. Seu silêncio era estranho. Ela encarou o homem, apavorada, e percebeu que ele não havia explicado o que estava acontecendo na sua cabeça. — Eu deveria estar concentrada no trabalho, mas não estou.
Taylor entendeu. Balançou a cabeça, baixou o olhar e pensou no que diria.
— Mia — pausou para limpar os lábios. — Sinto muito por deixar você confusa. Sei que é muito para processar. Temos essa viagem, o furo, nossa possível relação…
— É sobre isso.
O interrompeu.
— Eu sei.
— Taylor, não é que eu esteja em dúvida, sei o que quero.
— Sabe?
Ele Levantou uma das sobrancelhas.
— Desejo aceitar a sua proposta, mas meu receio é do que virá após isso.
— Entendo. — ele quis disfarçar, mas foi difícil não dá um leve sorriso de satisfação.
— Para você é mais fácil, é o homem, o chefe — Ela novamente entrou nesse assunto. — Pode dizer a si mesmo, até a mim, contudo, há uma possibilidade de perder seu interesse em mim assim que ter o que deseja. Pior, quando não precisa mais de mim, irá me mandar embora.
Ele respirou fundo, fechando os olhos e voltou a encará-la.

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