Mia
Não permito que olhe para trás. Baterei em você se fizer isso.
Ela estava começando a gostar da sua paz de espírito, com um novo chefe legal, um ritmo confortável e um ambiente de trabalho limpo e agradável. Então, quando começou a achar que esse era um sonho quase perfeito, ele apareceu e estragou tudo.
Mia não fazia ideia do porquê ele estava ali, nem desejava perguntar. Dois minutos no elevador ao lado desse homem fez a sentir vergonha de si mesma. O perfume agradável a deixou feliz instantaneamente. Seu corpo ficou tenso, mas, lá, no fundo da sua alma, desejou chegar mais perto dele e sentir o seu calor.
Talvez eu seja masoquista.
Ela chegou ao seu cubículo, em frente à sala do seu novo chefe, e colocou em cima da mesa a sua bolsa e os papéis que trazia na mão.
A ruiva ainda sentia a tensão nos ombros e suas costas formigavam, mesmo ela sabendo que ele já estava em outro andar. Não sabia o que Taylor estava fazendo nesse prédio comercial e tentou esquecer que o viu.
— Bom dia, Mia. — James sempre estava de bom humor.
Ele costumava passar pela sua área de trabalho com um sorriso no canto da boca, animado e empolgado com algo que nem sempre ela sabia o que era. Era uma ótima pessoa e tornava a sua vida um paraíso. Acabou comparando-o com o idiota que não saía da sua cabeça, mesmo que ela tentasse muito fazer com que saísse.
— Hoje vamos ter ensaios de fotos com duas novas modelos, e quero que os supervisione, pois não estarei aqui.
— Ah… Eu? Por que eu?
— É que gosto das coisas perfeitas. Sei que não é uma especialista em fotografia ou modelagem, mas se houver qualquer coisa, você liga e eu paro tudo. — Ele estava estranho, apesar do sorriso. — Ok… Quero você lá para ficar de olho na irmã mais nova do chefe — confessou.
— Irmã do chefe? — Levantou uma das sobrancelhas.
— Ela não serve para modelar — afastou-se da bancada e sussurrou para que ninguém mais o ouvisse. — Mas não posso dizer isso na cara dela, ou serei demitido. Faremos o que ela quiser e deixaremos que o mercado faça o trabalho por nós. — Como se seu dia já não tivesse começado estranho. — Ela é mimada. Faça tudo que ela pedir. Ou melhor, faça tudo que estiver ao seu alcance. Provavelmente, a garota gritará umas dez vezes com o fotógrafo, então sempre tente o deixar calmo. Eu queria mesmo estar aqui para poder amenizar os danos, mas você sabe que tenho que ir, ou perderemos o trabalho com a marca.
— Claro.
James voltou à sua sala, pegou algo e de lá saiu novamente, indo ao elevador.
Mia respirou fundo e se concentrou no meu trabalho.
***
Não importava o quão ocupada estava, o tempo que passou ou saber que era inútil, ela não parava de pensar em Taylor. A pulga atrás da orelha a irritava, dizendo que o homem estava aprontando alguma coisa.
— Quero que vá buscar agora.
Mia olhou para a menina de vinte anos, desejando estrangulá-la. Quando o seu chefe disse que ela era mimada e que a ruiva teria que apaziguar as coisas, ele não sabia que seria ela a cometer um assassinato. Mia estava quase muda, por morder a sua língua para não dizer nada. Essa garota era insuportável.
— Está no banco de trás. E nem pense em pegar nada. Saberei se estiver alguma coisa faltando e farei você ser demitida em dois minutos.
Ela era bonita, com o corpo magro, cabelos lisos e ruivos e um rosto marcante, contudo não tinha talento para ser uma modelo.
Mia não era especialista nisso, todavia sabia quando alguém não ficava bem em fotos. E nem era porque o fotógrafo era ruim. Não importava a sua beleza se não tinha tal capacidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma esposa virgem para o CEO pai