O outro lado da linha ficou em silêncio.
Beatriz sentiu o coração apertado. Será que Sterling não iria ajudá-la?
— Sterling... — Ela chamou novamente, com um tom mais suave.
Ela precisava aproveitar essa oportunidade para se aproximar de Sterling. Se conseguisse ir até ele, poderia tentar seduzi-lo e, quem sabe, engravidar. Bastava uma única vez para que tudo mudasse.
— Vou mandar o Isaac resolver isso. — Sterling disse friamente e, sem mais delongas, se preparou para desligar o telefone.
— Sterling, você não pode vir pessoalmente? — Beatriz insistiu, ainda tentando convencer.
— Laura está com febre, no hospital. Ela não deveria estar assim desde que chegou, certo? Ela já estava doente antes, e você não me contou? — Sterling perguntou, com a voz carregada de reprovação.
Beatriz congelou de nervosismo.
— O quê? Laura está com febre? Eu não sabia!
Ela sabia que sua resposta soava mal. Durante o tempo que passou no exterior, ocupada com encontros, Laura ficou aos cuidados das empregadas. Ela sequer prestou atenção na saúde da menina.
Percebendo o erro, Beatriz tentou corrigir rapidamente:
— Uns dias atrás ela teve febre e eu a levei ao hospital. O médico disse que não era nada grave, então eu não me preocupei mais. A febre está alta ou baixa agora?
Sterling, ouvindo a desculpa dela, desligou o celular imediatamente, sem responder. Ele não acreditava em uma palavra do que Beatriz dizia.
Beatriz ouviu o tom de ocupado do outro lado da linha e apertou o celular com força nas mãos.
Será que Sterling já sabia sobre os encontros dela no exterior? E se soubesse, será que ele a expulsaria de vez?
No entanto, não importava o quanto ela se preocupasse, nada poderia impedir Sterling de fazer o que quisesse.
— Beatriz, o que aconteceu? — Ana perguntou, preocupada, ao ver a expressão de Beatriz.
Beatriz respirou fundo, tentando se recompor, e forçou um sorriso.
— Nada, mãe. Fique tranquila. Descanse. Vou buscar algo para você comer.
— Você devia ligar para o hospital e pedir uma ambulância para levar seu pai. — Ana insistiu. Ela não queria que Antônio morresse, tanto por não suportar ver alguém sofrer, quanto pelo medo de que, se ele morresse, Beatriz pudesse ser responsabilizada.
— Fiquem tranquilos. Eu não vou deixar vocês morrerem.
Mesmo que Antônio não tivesse chamado a ambulância, Beatriz teria chamado. Ele havia cometido muitos erros e não merecia uma morte fácil. Ela queria que ele pagasse por tudo o que fez.
— Beatriz, eu sou seu pai! Como você pode ser tão cruel comigo? — Antônio gritou, com os olhos cheios de medo. Ele sabia que, se Beatriz decidisse atacá-lo de novo, ele não teria como escapar.
Beatriz o encarou com um sorriso distorcido.
— Cruel? Isso é só o começo. Muito em breve, você nunca mais verá o seu filho.
Antônio ficou pálido, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.
— O que você quer dizer com isso?
Beatriz se aproximou um pouco mais, seus olhos brilhando com ódio.
— Eu vou garantir que você nunca tenha descendentes. Vou acabar com sua linhagem, Antônio. Você vai morrer sozinho e sem herdeiros!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Vício Irresistível
Por favor, cadê o restante do livro???...