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Um Vício Irresistível romance Capítulo 423

O outro lado da linha ficou em silêncio.

Beatriz sentiu o coração apertado. Será que Sterling não iria ajudá-la?

— Sterling... — Ela chamou novamente, com um tom mais suave.

Ela precisava aproveitar essa oportunidade para se aproximar de Sterling. Se conseguisse ir até ele, poderia tentar seduzi-lo e, quem sabe, engravidar. Bastava uma única vez para que tudo mudasse.

— Vou mandar o Isaac resolver isso. — Sterling disse friamente e, sem mais delongas, se preparou para desligar o telefone.

— Sterling, você não pode vir pessoalmente? — Beatriz insistiu, ainda tentando convencer.

— Laura está com febre, no hospital. Ela não deveria estar assim desde que chegou, certo? Ela já estava doente antes, e você não me contou? — Sterling perguntou, com a voz carregada de reprovação.

Beatriz congelou de nervosismo.

— O quê? Laura está com febre? Eu não sabia!

Ela sabia que sua resposta soava mal. Durante o tempo que passou no exterior, ocupada com encontros, Laura ficou aos cuidados das empregadas. Ela sequer prestou atenção na saúde da menina.

Percebendo o erro, Beatriz tentou corrigir rapidamente:

— Uns dias atrás ela teve febre e eu a levei ao hospital. O médico disse que não era nada grave, então eu não me preocupei mais. A febre está alta ou baixa agora?

Sterling, ouvindo a desculpa dela, desligou o celular imediatamente, sem responder. Ele não acreditava em uma palavra do que Beatriz dizia.

Beatriz ouviu o tom de ocupado do outro lado da linha e apertou o celular com força nas mãos.

Será que Sterling já sabia sobre os encontros dela no exterior? E se soubesse, será que ele a expulsaria de vez?

No entanto, não importava o quanto ela se preocupasse, nada poderia impedir Sterling de fazer o que quisesse.

— Beatriz, o que aconteceu? — Ana perguntou, preocupada, ao ver a expressão de Beatriz.

Beatriz respirou fundo, tentando se recompor, e forçou um sorriso.

— Nada, mãe. Fique tranquila. Descanse. Vou buscar algo para você comer.

— Você devia ligar para o hospital e pedir uma ambulância para levar seu pai. — Ana insistiu. Ela não queria que Antônio morresse, tanto por não suportar ver alguém sofrer, quanto pelo medo de que, se ele morresse, Beatriz pudesse ser responsabilizada.

— Fiquem tranquilos. Eu não vou deixar vocês morrerem.

Mesmo que Antônio não tivesse chamado a ambulância, Beatriz teria chamado. Ele havia cometido muitos erros e não merecia uma morte fácil. Ela queria que ele pagasse por tudo o que fez.

— Beatriz, eu sou seu pai! Como você pode ser tão cruel comigo? — Antônio gritou, com os olhos cheios de medo. Ele sabia que, se Beatriz decidisse atacá-lo de novo, ele não teria como escapar.

Beatriz o encarou com um sorriso distorcido.

— Cruel? Isso é só o começo. Muito em breve, você nunca mais verá o seu filho.

Antônio ficou pálido, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.

— O que você quer dizer com isso?

Beatriz se aproximou um pouco mais, seus olhos brilhando com ódio.

— Eu vou garantir que você nunca tenha descendentes. Vou acabar com sua linhagem, Antônio. Você vai morrer sozinho e sem herdeiros!

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