— Maldito seja esse desgraçado. Filho da mãe, ainda ousa segurar meu carro. Se tivesse coragem, não teria soltado. Eu o arrastaria até a morte. Não é só uma vida humana? Na pior das hipóteses, eu pagaria uma indenização para a família Soares e pronto. Ainda ajudaria a resolver um grande problema deles. Eles provavelmente ainda me pagariam um extra por isso.
Sandro Teixeira olhou para o homem caído no chão, xingando sem parar.
Ele realmente parecia ter vontade de arrastá-lo até a morte.
— Não vale a pena carregar o peso de uma vida por causa de alguém assim. Parece que teremos que ir para o litígio mesmo. Mas, felizmente, a conversa de ontem também foi gravada. Vou procurar o advogado depois e entregar essas evidências de áudio para ele lidar com isso.
Helena Gomes sentia-se imensamente grata naquele momento por ser advogada.
Assim, ela entendia bem dessas coisas.
Caso contrário, com o acordo desmoronando desse jeito, ela certamente estaria sofrendo muito.
Embora fosse, de fato, um pouco frustrante.
Afinal, seguir com o processo judicial era realmente mais trabalhoso.
Mas não importava.
Desde que conseguisse o divórcio, nenhum problema seria grande demais.
Enquanto Rafael Soares ficava atordoado no local, ele não tinha ideia de que o assunto sobre os dois na internet estava novamente causando um alvoroço.
[Exatamente, é essa a lógica. Por isso dizem que ele é burro. Burro de dar pena e de dar inveja. Eu também queria experimentar uma vida assim!]
Helena Gomes rolava a tela do celular, vendo que as pessoas na internet já tinham adivinhado o plano de Rafael Soares.
Eles discutiam o plano dele.
Todos achavam que ele era estúpido ao extremo para pensar em algo assim.
Parecia que todos eram pessoas normais, exceto Rafael Soares.
Porque aquela ideia realmente não era algo que uma pessoa normal teria.

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