— Sandro Teixeira, confesse! Foi você ou não? Se admitir agora, posso deixar isso para lá!
Pensando bem, Sandro Teixeira era a pessoa com maior probabilidade e oportunidade de ter feito aquilo.
Além dele, Rafael Soares não conseguia imaginar mais ninguém capaz de tal ato.
Após suas palavras, a sala de estar mergulhou novamente em um silêncio mortal.
Sandro Teixeira revirou os olhos, recostou-se no sofá e nem se deu ao trabalho de explicar.
Bento Soares franziu a testa, olhando para Rafael Soares com incredulidade.
Ele parecia querer dizer algo, mas preferiu fechar a boca, soltando um longo suspiro e mantendo-se em silêncio.
Helena Gomes ponderou por um longo tempo antes de falar:
— Se você acha que foi Sandro Teixeira, diga-me exatamente quando ele teria feito isso.
Escondida na residência da família Teixeira, Vanessa Teixeira ria tanto que rolou da cama para o chão.
— Não aguento, não aguento! Estou morrendo de rir! Como alguém pode ser tão estúpido? — Exclamou ela.
Ela estendeu a mão para enxugar as lágrimas de riso e digitou no celular:
"Digamos que Rafael Soares é um imbecil, mas ele também percebeu que o nome foi alterado. Porém, dizer que ele é burro é pouco; ele suspeitou logo de você."
Sandro Teixeira visualizou a mensagem e pensou consigo mesmo:
"De certo modo, eu participei dessa história, afinal, fui eu quem mandou chamar a pessoa."
"Ele pode quebrar a cabeça o quanto quiser, mas nunca imaginará que fomos nós três agindo juntos", respondeu Vanessa Teixeira.
O acusado, Sandro Teixeira, continuou em silêncio, encarando Rafael Soares com um olhar tranquilo.
Sua atitude indiferente e despreocupada apenas aumentava a aversão e a irritação de Rafael Soares.
— Rafael Soares, há algo que você talvez não saiba. Depois que o entregador deu a carta ao mordomo, o mordomo a entregou diretamente a mim.
Helena Gomes o encarou, decidindo não gastar mais saliva desnecessariamente.
— Eu abri o envelope na frente de Sandro Teixeira. Ele não tocou na carta em momento algum. Assim que abri, vi o seu nome.
— Se seguirmos a sua lógica, quem alterou o conteúdo da carta deveria ter sido o mordomo. Mas o problema é que verificamos as câmeras de segurança e descobrimos que o entregador não era o mesmo da última vez. O mordomo pegou a carta e a entregou imediatamente para nós.
Ao ouvir isso, o rosto de Rafael Soares ficou ainda mais sombrio, sentindo que algo estava muito errado.
— Se for como você diz, então quem alterou o conteúdo da carta deve ter sido o entregador.

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