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Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado romance Capítulo 90

— Certo, estarei lá agora mesmo. — Disse Jean.

— Tudo bem, eu também estou a caminho. — Respondi.

Peguei o presente e o relógio, tentando controlar o caos no meu peito, e saí apressada do escritório. Achei que chegaria antes dele, mas, ao entrar no terraço do café, minha expectativa foi completamente contrariada. Jean já estava lá.

Ele era impossível de ignorar. Em qualquer lugar onde estivesse, sempre parecia ser o centro de tudo, o ponto mais brilhante. Naquele fim de tarde de outono, com o sol dourado derramando sua luz suave, ele parecia ainda mais deslumbrante.

Jean havia tirado o paletó, que estava cuidadosamente dobrado ao lado. Vestia apenas uma camisa branca, com as mangas dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes e bem definidos.

Sobre a mesinha baixa à sua frente, estava um laptop ultrafino, e ele parecia concentrado em algum trabalho, o rosto sério, quase frio. Atrás dele, flores roxas desconhecidas floresciam exuberantes, criando um contraste vibrante com o branco da camisa e os reflexos dourados do sol. Era como se ele fosse parte daquela paisagem impecável.

Fiquei parada ali, observando-o por alguns segundos, até que alguém passou ao meu lado, me trazendo de volta à realidade. Respirei fundo, tentando acalmar meus pensamentos, e caminhei até ele com um sorriso no rosto:

— Sr. Jean, desculpe a demora.

Jean levantou os olhos, e a expressão séria desapareceu instantaneamente. Ele me recebeu com um sorriso elegante:

— Não, eu acabei de chegar.

Sentei-me à mesa e chamei o garçom. Pedi meu tradicional chocolate quente, enquanto olhava para ele:

— Sr. Jean, o que o senhor vai querer?

Antes que eu pudesse passar o cardápio, ele olhou diretamente para o garçom e respondeu:

— Um café preto, por favor.

— Certo, já volto com os pedidos. — Respondeu o garçom, que, ao olhar para Jean, deixou transparecer claramente um olhar de admiração antes de se afastar com um sorriso educado.

Assim que ouvi o pedido dele, não consegui conter um comentário em tom de brincadeira:

— Nossa, você gosta mesmo de sofrer, hein?

Minha preferência por chocolate quente sempre tinha sido motivo de piada. Lembrei-me de como Davi costumava criticar, dizendo que era enjoativo e que ele não entendia como eu conseguia gostar tanto. Eu mesma já havia justificado, rindo, que talvez minha vida fosse tão amarga que eu precisava de muito doce para compensar.

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