Vomitei como se o mundo estivesse desabando. Depois de colocar tudo para fora, fiquei completamente exausta, como uma lagarta sem forças, desabando no sono profundo... O que aconteceu depois, eu não fazia ideia. Só me lembrava vagamente de ter vomitado mais duas vezes.
Quanto ao homem que cuidou de mim, nem percebi quando ele foi embora. Eu, que havia passado tantas noites sem dormir direito, mesmo com remédios para dormir, naquela noite, embalada pelo álcool, apaguei como uma pedra.
Foi só no dia seguinte, já com o sol bem alto, que acordei de forma nada glamourosa: caí do sofá ao me virar. O tombo me tirou do sono pesado, e eu acordei atordoada, sentada no chão, olhando ao redor completamente confusa. Minha mente parecia estar vazia, como se tivesse evaporado.
Tentei me lembrar da noite anterior. A única coisa que vinha à cabeça era que Bela tinha organizado uma festa de aniversário para mim, chamando um monte de modelos para animar a noite. Todo mundo se divertiu muito, e acabamos bebendo demais. Mas o que aconteceu depois disso? Como cheguei em casa? Nada, um buraco branco na memória.
Ainda assim, havia algo que eu lembrava vagamente. Jean. Sim, Jean apareceu em algum momento. E eu... eu o abracei, talvez até o tenha beijado. Suspirei profundamente, balançando a cabeça. Era óbvio que só podia ter sido um sonho.
Então era isso que significava "apagar" de tanto beber. Minha memória parecia ter sido reiniciada.
Com uma dor de cabeça latejante, me levantei do chão com dificuldade e me joguei de volta no sofá, o corpo mole como se tivesse sido desmontado. Fiquei ali, olhando para o nada, em completo estado de letargia.
O som do celular vibrando me arrancou daquele estado de torpor. Procurei na bolsa e peguei o aparelho. Era Tatiana, minha assistente.
— Alô... Tatiana, oi. Sim... Não estou me sentindo bem, vou descansar pela manhã. De tarde eu apareço. Tá bom, até mais.
Desliguei e só então percebi que havia seis ou sete chamadas não atendidas no celular.
Havia ligações da Tatiana, de Bela, de alguns diretores da empresa, e... de Carlos.
Carlos?
De repente, me lembrei. Hoje era segunda-feira, o dia em que Carlos tinha planejado convocar a reunião do conselho para anunciar a minha participação acionária e o meu controle na empresa. Suspirei. Pelo visto, teria que remarcar.
Abri o WhatsApp e me deparei com uma enxurrada de mensagens não lidas. Já eram dez e meia da manhã, e eu tinha ficado "desaparecida" por tanto tempo que não era de se estranhar que todos estivessem preocupados.
Entre as mensagens, havia um grupo das minhas amigas que participaram da festa de ontem. O número de mensagens não lidas passava de quinhentas. Quando abri, me deparei com uma avalanche de vídeos e fotos da noite anterior.
Conforme fui descendo as mensagens e assistindo aos vídeos, meu rosto começou a queimar de vergonha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado
Poxa... Queria ler a história, já tá concluída no buenovela, porque não atualizam aqui?...