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Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado romance Capítulo 82

Na névoa dos meus pensamentos confusos, senti como se estivesse revivendo um sonho que já tinha tido antes.

Sonhei certa vez que beijava Jean... E agora, nos braços de um homem que era assustadoramente parecido com ele, meu coração disparava. Engoli em seco, estiquei lentamente o pescoço e me aproximei. Meus lábios tocaram seu queixo. A sensação das cerdas da barba era curiosamente divertida.

Quis continuar, subir mais e beijar sua boca, mas ele recuou o rosto, como se estivesse desconfortável.

— Está com vergonha? Isso não é o que vocês fazem no trabalho? — Brinquei, deixando escapar um riso fraco enquanto balbuciava. — Fica tranquilo... Eu não sou qualquer uma... Eu e meu ex-marido ficamos juntos por seis anos... E, acredita? Nunca rolou nada íntimo entre nós... Os homens deste mundo... nenhum presta. Nenhum vale o meu sacrifício. Só estou te provocando...

Depois dessas palavras desconexas, empurrei-o de leve e me encostei na porta do carro, voltando a dormir. Não sei quanto tempo se passou, mas acordei com a porta sendo aberta.

Meu corpo, sem equilíbrio, tombou para fora do carro, mas antes que atingisse o chão, fui amparada por braços fortes e firmes. O susto me acordou, mas minha mente ainda estava turva.

— Kiara, chegamos à sua casa. Vou te levar até lá. Consegue andar sozinha? — A voz dele veio de cima, educada, quase gentil.

Eu nem conseguia levantar a cabeça, muito menos andar. Murmurei algo sem sentido, incapaz de formar palavras.

— Perdão pela falta de educação. — Ele respondeu, e antes que eu entendesse, meu corpo foi erguido no ar. Ele me carregava nos braços, como se eu fosse uma criança.

No calor de seu abraço, senti uma estranha familiaridade. Minha cabeça caiu contra seu pescoço, e, sem perceber, comecei a esfregar meu rosto ali, como uma criança buscando conforto. Murmurei, quase como um reflexo:

— Mamãe...

Não me lembro de como entrei no meu apartamento. Quando dei por mim, estava sentada no sofá da sala. Minha mente recuperou um pouco da clareza.

Uma xícara de água foi colocada na minha frente, mas eu não a peguei. Encostei-me no sofá, olhando para ele com desconfiança:

— Quem é você? E como... sabe onde eu moro?

Ele se sentou ao meu lado, sua voz soando calma:

— Kiara, será que você está tão bêbada assim? Sou eu, Jean. Não me reconhece?

— Jean? — Repeti o nome, encarando-o com olhos semicerrados, tentando identificar aquele rosto.

— Você... Como você...

Minha voz falhou. Levantei a mão, apontando para ele, mas as palavras não saíam.

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