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Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado romance Capítulo 40

Se eu não tivesse acabado de testemunhar o lado severo e imponente de Jean, jamais associaria aquele homem, que agora exibia um semblante calmo e acolhedor, ao mesmo presidente autoritário de instantes atrás.

— Sr. Jean, não precisa ser tão formal. Quem está interrompendo o seu trabalho sou eu. — Respondi automaticamente, voltando a usar um tom respeitoso. Era impossível não perceber o abismo que nos separava.

Leonardo entrou no escritório junto comigo e, com uma agilidade impressionante, começou a recolher os documentos espalhados pela mesa, organizando-os com precisão. Em seguida, fez uma leve reverência e saiu, deixando-nos a sós. Fingi não notar nada, mantendo os olhos fixos em Jean.

— A Srta. Kiara já finalizou o design do meu traje? — Perguntou ele, quebrando o silêncio e trazendo-me de volta de meus devaneios.

Fiquei momentaneamente atordoada. Aquela pergunta simples travou em minha garganta, incapaz de sair.

Jean percebeu minha hesitação, mas manteve seu tom paciente e gentil:

— Foi minha mãe que te pressionou?

— Não, não! — Neguei imediatamente, tão nervosa que mal conseguia articular as palavras.

Eu sequer tinha levado os desenhos comigo. Na verdade, nem era por isso que estava ali. Não havia outra opção senão dizer a verdade.

— Sr. Jean, me desculpe. Eu menti. — Confessei, lutando contra o nó na garganta. — Não vim aqui para falar sobre o vestido.

Depois de admitir, senti uma onda de culpa invadir meu peito. Encarei o chão, completamente constrangida, enquanto aguardava sua reação.

Jean, no entanto, parecia despreocupado. Com um gesto casual, apontou para o sofá na área de estar:

— Então sente-se e me diga o que está acontecendo.

Obedeci, caminhando até o sofá. Ele foi até a bancada de café e, com uma naturalidade surpreendente, preparou uma xícara. Minutos depois, voltou e colocou o café à minha frente.

— Fale sem rodeios, Srta. Kiara. — Disse ele com tranquilidade, sentando-se à minha frente.

Olhei para a xícara e depois para suas mãos firmes, mas elegantes. Meu coração estava disparado, e antes que pudesse me controlar, virei para ele e soltei:

— Sr. Jean, na verdade, eu preciso da sua ajuda.

— Já disse, não precisa usar "Sr." comigo.

— Ah… — Gaguejei, tentando me recompor. — Eu queria… bom, eu queria pedir dinheiro emprestado.

Finalmente, as palavras saíram. Senti minhas mãos suarem enquanto as entrelaçava com força, esperando ansiosamente pela sua resposta. Talvez ele me rejeitasse. Ou pior, talvez risse da minha cara.

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