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Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado romance Capítulo 221

Jean não tinha bebido muito, ainda estava bem lúcido, mas seu rosto estava levemente avermelhado, e seus olhos brilhavam de um jeito diferente do habitual.

— Você ainda vai conversar com seus colegas? — Perguntou Jean ao virar-se para mim, enquanto as pessoas ao redor começavam a se dispersar. Alguns já haviam ido embora, outros estavam por aí revendo velhos amigos.

Eu olhei para ele, sentindo meu coração disparar, batendo forte e descompassado:

— Minhas coisas ainda estão no mesmo lugar, preciso voltar para lá.

— Certo, vai lá. Eu ainda tenho algumas coisas para resolver, mas mais tarde te aviso quando for embora.

Reforcei a minha posição:

— Se você estiver ocupado, não tem problema. Posso voltar sozinha, não precisa se preocupar em me acompanhar.

— Não estou ocupado, só jogando conversa fora com antigos colegas. — Respondeu ele, enquanto seus olhos profundos e úmidos fixavam-se nos meus. Com um leve sorriso no canto dos lábios, completou. — Por que, está com medo que eu perca o controle por causa da bebida?

Senti meu rosto esquentar instantaneamente e, sem pensar, balancei a cabeça apressada:

— Claro que não. Eu sei que você não é esse tipo de pessoa.

O sorriso dele se abriu ainda mais, e seu olhar parecia querer me queimar.

— Nunca confie tanto assim em um homem. Por mais que pareça um cavalheiro, não acredite cegamente.

Eu fiquei sem palavras, encarando-o. O que ele queria dizer com isso? Estava insinuando que poderia fazer algo impróprio? Será que eu deveria mesmo ir com ele?

Minha mente deu um curto-circuito por um instante. De repente, pensei em algo e perguntei:

— Você bebeu... Então eu dirijo na volta?

Se fosse assim, ao menos no caminho eu estaria segura. Ele não poderia fazer nada de "inapropriado" enquanto eu estivesse dirigindo, certo? Mas ele respondeu:

— Não precisa, meu motorista já está vindo.

Ao ouvir isso, minha cabeça deu outra volta. Não sabia se isso era uma boa notícia ou uma má notícia. Se o motorista dirigisse, nós dois ficaríamos no banco de trás, o que diminuiria a distância entre nós. Isso, de fato, poderia aumentar as chances de algo acontecer. Mas, por outro lado, com o motorista presente, Jean provavelmente não ultrapassaria os limites, certo? Pelo que eu conhecia dele, ele não parecia ser alguém tão impulsivo ou leviano.

Eu o encarei sem responder, mas então meu celular tocou. Era Nina.

— Kiara, suas coisas ainda estão na mesa, não vai esquecer, né?

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