Ao observar com mais atenção, percebi algo estranho: a parte da parede da canudo que estava molhada pelo suco ultrapassava o nível que deveria estar se ele tivesse apenas sido colocado ali, parado.
Mas eu tinha certeza de que não encostei no suco, nem sequer tomei um gole desde que foi servido. Então, por que a parede do canudo parecia mais molhada do que deveria?
A única explicação lógica era que alguém mexera no meu suco, talvez usando o canudo para misturar algo. Mas por quê?
Então, um pensamento alarmante passou pela minha cabeça. Tânia teria colocado alguma coisa no meu suco? Algum tipo de droga?
A ideia fez meu coração acelerar.
Eu não queria acreditar que ela fosse capaz de algo tão ousado, especialmente em um lugar público. Mas, se fosse verdade, qual seria o propósito dela? Ela não seria burra o suficiente para tentar me envenenar. Matar alguém significaria assinar sua própria sentença.
Não… não era algo tão extremo. Meu instinto dizia que, se ela realmente tivesse colocado algo no meu suco, seria para criar uma situação que me destruísse de outra forma. Talvez ela quisesse me drogar para forjar uma situação humilhante, como um escândalo que pudesse arruinar minha vida e, ao mesmo tempo, vingar o irmão dela.
Esse pensamento me deixou inquieta, mas também muito alerta. Eu não tinha provas de que algo estava errado, mas, com essa dúvida na cabeça, não havia a menor chance de eu colocar aquele suco perto da minha boca.
Tânia percebeu meu silêncio e, com um olhar hesitante, perguntou:
— O que foi? Por que está olhando tanto para o suco?
Olhei para ela, deixando um sorriso enigmático surgir no rosto:
— Estava só pensando… É estranho você insistir tanto para me convidar para jantar. Parece até que quer me prejudicar.
Testei-a de propósito, lançando a provocação.
Ela reagiu imediatamente, e sua expressão mudou. Seus olhos brilharam de desconforto, e ela rapidamente retrucou:
— Que absurdo! Eu só quis ser gentil e te convidar para jantar. Como você pode me acusar de algo assim?
— Foi só uma brincadeira. — Respondi, fingindo leveza e soltando uma risada. Peguei o garfo e a faca e comecei a cortar um pedaço do filé Wellington com calma. Depois de dar uma mordida, suspirei, fingindo nostalgia:
— Sabe, todos esses anos, eu realmente te considerei como uma irmã mais nova. É uma pena que eu e seu irmão não tenhamos dado certo.
Tânia bufou alto, cruzando os braços com um ar arrogante:
— Claro que não deu certo. Você estragou tudo. Meu irmão é um homem incrível, e você não soube valorizar isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado
Poxa... Queria ler a história, já tá concluída no buenovela, porque não atualizam aqui?...