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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1357

Para Patrícia, o fato de Sophie ser sua tia era algo maravilhoso, especialmente porque ela e Ivone mantinham uma relação bastante conflituosa. Cada encontro com Ivone representava um teste de paciência para Patrícia, que se continha por respeito a Jorge.

O remorso de Patrícia se dissipava com Sophie ali.

— Dra. Maitê, seu rosto...

Naquele dia, Patrícia não usava máscara e revelava seu verdadeiro rosto. Ao ver aquelas bochechas quase perfeitas e sem defeitos, Ivone ficou sem palavras, assustada.

— Desculpe, tive que assumir outra identidade por alguns motivos. Este é o meu rosto verdadeiro. Sophie, se o vovô estivesse aqui, ficaria muito feliz.

Natacha segurava as mãos de Patrícia:

— Por causa do problema com Ivone, tivemos alguns desentendimentos, Paty. Sophie sofreu muito, espero que você não guarde ressentimentos pelo passado.

— Vovó, eu entendo tudo. — Tranquilizou Patrícia. — Eu já a considerava minha paciente, não importa quem ela seja, farei o meu melhor para tratá-la.

Natacha assentiu e então olhou para Lorenzo, que estava junto à porta:

— Lorenzo, Sophie só está viva hoje graças a você. Aqueles comentários que você fez na Mansão dos Botelho, eu prefiro esquecer, considerando o quanto você tem sido bom para minha filha, a família Botelho vai compensá-lo devidamente.

Lorenzo olhou para Natacha, querendo levar Sophie embora, sentindo uma mistura de tristeza e ironia. Tudo o que ele havia lutado tanto para conseguir, agora que decidira abandonar tudo, parecia vir tão facilmente.

Infelizmente, por causa do incidente com Sophie, Lorenzo já estava decidido.

Ele caminhou lentamente em direção a Sophie até que parou na frente de Natacha, baixando a cabeça e falando seriamente:

— Sra. Natacha, estou feliz que você e Sophie tenham se reencontrado e que ela possa estar com a família. Mas mesmo que você seja a mãe dela, não pode levá-la embora.

O sorriso no rosto de Natacha congelou:

— O que você quer dizer com isso?

Para Patrícia, isso não era surpreendente. Um homem que fazia tanto por uma mulher não poderia ser motivado apenas por fraternidade.

Salvador, com suas sobrancelhas bonitas franzidas, pensou em dizer algo, mas, vendo o estado de Sophie e considerando que ele, seu verdadeiro irmão, só a encontrava pela segunda vez, decidiu se conter e não disse uma palavra.

Uma voz poderosa soou da entrada:

— Você disse o quê?

Sophie olhou para a porta. Entre uma fila de seguranças, um idoso em um terno caminhava calmamente em sua direção.

O rosto que ela só via nos noticiários parecia tão surreal quanto um conto de fadas virando realidade.

Sophie estava em choque.

"Esse homem de imenso prestígio é o meu pai?"

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