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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1100

Naquele momento, Patrícia se comportava como uma empresária astuta, deixando de lado toda a ignorância e a suposta bondade, calculando lucros e perdas.

Teófilo suspirou:

— Paty...

Os filhos cresciam ao seu redor, ele nunca havia disputado a custódia deles, exceto por Diego, que carregava sobre os ombros toda a responsabilidade da família Amaral.

— Eu posso te dar tudo, exceto Diego. Eu sei que você se preocupa com ele, mas a família Amaral não pode acabar comigo, preciso de um herdeiro.

— Se você não me der, eu não ajudarei, pense bem nisso.

Teófilo, de repente, se inclinou para a frente e capturou seus lábios num beijo feroz, punindo ela dessa maneira.

Paty tinha amadurecido ao ponto de poder negociar e confrontá-lo.

Mas ele não queria incomodá-la e, depois do beijo profundo, soltou Patrícia:

— Deixe pra lá, Paty. Se você não quiser, eu não vou forçá-la. Vamos esquecer o que eu disse hoje. — Ele recuou para uma posição segura. — Você está certa, agora eu não posso fazer nem mudar nada. Estou feliz por ter um lugar ao seu lado e não quero perder até essa pequena posição que tenho. Desculpe por incomodar esta noite.

Ele pegou seu casaco e saiu.

Patrícia observava sua silhueta desaparecendo na intensa neve.

Aquela silhueta estava cheia de tristeza, sem nenhum vestígio da nobreza de antes.

Por alguma razão, Patrícia pensou nos braços que a tinham levantado do mar:

— Não tenha medo, eu vou salvar você.

Um amor que começou sem que ela percebesse, profundo e irresistível.

Desde aquele momento, ela estava completamente perdida.

— Oi, Teófilo.

Teófilo parou e se virou.

Ela se apoiava na porta, com os braços cruzados, sorrindo para ele desafiadoramente:

— Eu não quero a custódia de Diego, mas talvez eu queira algo mais.

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