Teófilo se agachou para começar a montar os pedaços de bambu que havia cortado.
Durante o churrasco, ele coletou cascas de árvore e cipós, que transformou em corda após um leve processamento.
Ainda sem camisa, as cicatrizes em suas costas ficavam expostas enquanto ele trabalhava agachado, o que dava a ele um ar bastante carismático.
Com a cabeça baixa, Teófilo iniciou seu trabalho, explicando:
— Eu estava preocupado com os insetos no chão, então cortei alguns bambus para fazer uma cama improvisada. Assim, você também pode dormir mais confortável à noite.
Ele já estava acostumado a esse tipo de trabalho e poderia montar a cama em, no máximo, meia hora.
Ao lado, havia folhas e feno que ele havia trazido, todos secos ao lado do fogo para garantir que estivessem completamente livres de umidade, embora fosse difícil imaginar como ele havia encontrado materiais secos sob uma chuva tão intensa.
Seria mentira dizer que ele não sentia nada.
— É só por uma noite, por que se dar ao trabalho?
— Para você não é nenhum trabalho. — Respondeu Teófilo sem olhar para trás, concentrado em sua tarefa.
Patrícia olhou para a largura da cama e percebeu que ele claramente não havia se incluído em seus planos.
Embora houvesse fogo na caverna, a umidade poderia se acumular com o tempo, e o veneno em seu corpo ainda não havia sido totalmente eliminado. Patrícia então falou:
— Aquilo...
Teófilo se virou para olhá-la:
— O que foi? Está se sentindo mal? Sua mão está doendo de novo?
— Não é isso. — Patrícia ficou um pouco envergonhada sob seu olhar. — O que eu quero dizer é que já que você está fazendo, poderia fazer uma para você também. Esta estação é muito chuvosa, talvez chova de novo amanhã, e definitivamente não será possível viajar com tanta chuva.
— Não preciso, é um incômodo. Um homem grande como eu pode dormir em qualquer lugar no chão, não há necessidade de tantos cuidados quando se está viajando.
A maneira como ele trabalhava, de cabeça baixa, não deixava transparecer nada de seu habitual ar nobre de presidente.
Teófilo estava prestes a pegar outra vara de bambu, quando uma mão pequena segurou a sua.
As chamas dançavam alegremente atrás de Patrícia, que, com as pernas descobertas, parou diante dele.
— Se você diz para fazer, eu faço.
— Está bem. — Teófilo olhou para ela com cuidado e cautela. — Mas só temos um saco de dormir. Se eu fizer uma cama de solteiro, provavelmente não conseguirei me cobrir à noite. Poderíamos abrir o saco de dormir para transformá-lo em um cobertor para dois, ou prefere que eu faça uma cama de casal?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu
Cobrando? RealMedia acaba com a nossa empolgação...
Agora começou a cobrança.. acabou com a nossa leitura...
Oiee!! Não vai ter nova atualização?? 🥺...
Onde está o restante? História muito longa e cheia de muitos eventos....parece um monte de filme dentro do livro kkkkkk.....mas estou querendo saber o desenrolar.....qual mistério ronda sobre Patrícia.....qdo revelar o filho Diego? Qual final dos gễmeos.....afff...
Nossa cara, muito sofrimento para quem tá morrendo e nada dessa menina tomar uma atitude....
Sabendo de tudo isso e essa burra ainda casou com esse assassino? Aff...
Finalmente ela pensou o porquê nunca ele quis assumir o relacionamento deles ao público, como um cara supostamente apaixonado não deixou saberem que tinha uma companheira? Ele nunca gostou dela só queria uma step e aproveitou a armação que fizeram pra ela e o pai como desculpa pra tudo o que ele fez. Sendo que com a amante anúncio pro mundo todo o relacionamento como noiva sendo ainda casado, desde o início ele planejava tudo isso, a protagonista sempre foi uma step até a amante poder voltar pra cidade. E só fazer os cálculos as duas estavam grávidas ao mesmo tempo e ele vivia viajando pro exterior sem ela, a anos ele trai ela e outra o menino e filho da prota e esse infeliz sequestrou e fingiu ter morrido pra prejudicar mais a esposa....
Obrigada por atualizar!...
Queria novos capítulos 🥹...
Obrigado pelo capítulo...