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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1017

Patrícia, com destreza, fez um nó com seus dedos e disse:

— Pronto. — Em seguida, puxou o cinto em sua cintura, levando ele até uma pele de animal estendida no chão. — Descanse um pouco e coma algo para recuperar as energias.

A caverna estava equipada com vários itens de uso diário, evidenciando que ela vivia ali frequentemente.

Teófilo ponderava se a doença dela teria sido tratada ali. Como ela e as crianças sobreviveram todos esses anos?

Sua mente estava repleta de perguntas, mas ele sabia que não deveria ter pressa, os mistérios seriam desvendados.

Mal havia se deitado quando um som claro de sinos soou ao seu redor.

Seu coração palpitou, era Laís!

Embora ainda não soubesse o aniversário de Laís, Teófilo já a considerava sua filha.

Ele ficou deitado, imóvel, enquanto o som dos sinos se aproximava, parando ao seu lado.

Logo depois, uma mão pequena acariciou seu rosto, fazendo seu coração disparar.

"Então, a filha também sabe que eu sou o pai dela, não é?"

Teófilo não queria perturbar aquele momento mágico, rapidamente, a mãozinha se afastou, se dirigindo, pelo som, até Patrícia.

— Está com fome? — A voz de Patrícia estava suave, quase um sussurro, semelhante à sua voz usual.

A criança gesticulou, e Patrícia riu baixinho:

— Certo, vá preparar os ingredientes que logo a mamãe fará uma sobremesa para você.

O som do sino se afastou alegremente.

De repente, Teófilo sentiu algo se aproximando ao seu lado, não era uma presença humana.

Parecia um animal cheirando sua mão, o que o assustou. "Seria algum animal selvagem?"

A voz de Patrícia o tranquilizou:

— Não tenha medo, é apenas um filhote de cervo.

— Há cervos aqui?

— Claro, há uma fonte de montanha ali perto, e muitos animais vêm beber água.

— Não há animais perigosos então?

Patrícia teve um vislumbre de memória:

Um cego e uma muda, a forma como se comunicavam era realmente especial.

Patrícia, não aguentando mais, interveio:

— Laís quer que você coma logo, está fresquinho.

— Posso comer?

— Um ou dois pedaços não farão mal.

Teófilo então mordeu uma, doce e azeda, o que o fez lembrar de uma vez há muito tempo em que ele perguntou a Patrícia o que ela queria de presente antes de ir embora. Patrícia respondeu que queria comer a primeira blueberry do momento.

Ele esfregou o nariz dela e disse que sim, e prometeu trazer uma porção de blueberries frescas para ela.

Ela, com a confiança de quem está com o avental amarrado, declarou que ia preparar uma sobremesa de blueberry para ele, mas, na verdade, acabou deixando a cozinha uma verdadeira bagunça.

O xarope que ela cozinhou ficou amargo e escuro.

Ela, segurando o produto falhado e visivelmente abatida, foi surpreendida quando Teófilo mordeu um pedaço, fazendo surgir um raro sorriso em seu rosto sério:

— Está doce.

Patrícia, se lembrando daquele momento, tinha uma expressão idêntica à de antes, as memórias do passado e do presente se fundindo em seu rosto.

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