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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1010

— Ela afirmou que sim, mas apenas se Ivone não se desculpasse, e naquela época, Ivone já havia se desculpado.

Gabriel balançou a cabeça e perguntou:

— Você acha que Ivone estava sinceramente arrependida naquela época?

— Parece que não, né? Se realmente foi ela a causadora do desentendimento, o que devemos fazer agora?

Gabriel suspirou:

— Essas questões devem ser resolvidas pela própria pessoa envolvida. Cabe a ela ir pessoalmente pedir desculpas.

Após essas palavras, Gabriel entrou no quarto onde Teófilo, debilitado, descansava na cama, alheio ao que ocorria externamente.

Sempre ao entrar, Gabriel anunciava sua chegada com antecedência:

— Chefe, sou eu.

— Eu sei. — Teófilo reconhecia os passos dos dois, que não eram tão fracos quanto Gabriel supunha.

— Como você está hoje?

Com os olhos fechados e a testa franzida, Teófilo respondeu:

— Não estou bem, minha cabeça está doendo muito.

Observando que as marcas no rosto de Teófilo haviam suavizado, o que normalmente indicaria que o veneno estava diminuindo e ele deveria estar se sentindo melhor, Gabriel ficou confuso com o desconforto visível dele.

— Aguarde um momento, vou chamar um médico agora mesmo.

— Está bem.

Deixando de lado a questão de Ivone, Gabriel correu para o quarto onde as ervas eram preparadas.

Naquele momento, Patrícia estava ao lado do fogo, estudando um livro de medicina enquanto preparava a medicação.

Ela não só estudou medicina tradicional como também se especializou em medicina moderna, desenvolvendo até mesmo suas próprias teorias inovadoras para o tratamento de certas condições.

Ao notar a pressa de Gabriel, Patrícia percebeu que algo sério havia acontecido, pois apenas uma grave urgência faria esse homem estável parecer tão perturbado.

— O que aconteceu? — Ela colocou um marcador no livro e se levantou.

— O chefe está passando mal, você pode examiná-lo?

Enquanto falavam, Patrícia já estava a caminho:

Preocupada em examinar Teófilo, Patrícia não hesitou. Ela se inclinou levemente, apoiando a mão para abrir suas pálpebras e observar seus olhos, perguntando de tempos em tempos:

— Está sentindo mais alguma coisa?

Seus cabelos longos caíam suavemente sobre o pescoço de Teófilo enquanto ela se inclinava, tocando ele como penas leves e causando uma sensação de cócegas.

Distraído pelo aroma dos medicamentos, Teófilo olhou para ela, ainda enxergando apenas um contorno borrado.

— Minha cabeça dói muito, estou um pouco enjoado e sem apetite.

— Abra a boca e mostre a língua. — Patrícia instruiu, tocando seu queixo com dedos frios, abrindo sua boca com delicadeza.

Teófilo podia ver o contorno dela se aproximando cada vez mais e até sentir sua respiração fraca.

Após uma breve análise, Patrícia soltou a mão e disse seriamente:

— Preciso examinar seu corpo.

Desta vez, Teófilo não ofereceu resistência. Patrícia começou a desabotoar os botões da camisa dele, um por um.

Essa sensação... Era como se fosse a própria Patrícia desabotoando sua roupa, como nos velhos tempos!

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