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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1008

Ivone nunca enfrentou muitos reveses na vida, o amor, provavelmente, foi a única área onde não teve sucesso.

Desde o momento em que Teófilo a salvou, ela jurou que, ao crescer, se casaria com ele.

Desde pequena, onde quer que estivesse, Ivone nunca encontrou dificuldades, as pessoas sempre foram submissas em sua presença, adorando ela e respeitando ela.

Se quisesse as estrelas do céu e a lua, certamente alguém as traria para ela.

Foi surpreendida ao receber dois tapas de uma mulher. O fato de essa mulher saber medicina não era nada excepcional. "Ela é tão feia que nem mesmo um dedo dela se compara ao meu!", pensou Ivone.

Após os tapas, correu até a margem do rio, olhou seu reflexo nas águas claras e percebeu que seu rosto devia estar inchado pela força dos golpes.

"Hoje, esses dois tapas, eu certamente devolverei com o dobro da força!"

Distraída, Ivone não percebeu o perigo que se aproximava.

Lucas a puxou de repente para trás:

— Cuidado.

Ela ainda estava tentando entender o que aconteceu quando viu uma cobra saltando da água, abrindo a boca grande e apontando os dentes afiados para sua perna.

Assustada, Ivone não conseguiu dizer uma palavra, se não fosse pela rápida ação de Lucas, teria sido mordida.

— Cobra, tem uma cobra! — Gaguejou Ivone.

Lucas atirou e matou a cobra que estava prestes a atacá-la, espirrando sangue.

Algumas gotas caíram em seus sapatos.

Devido ao seu status, exceto quando estava em missões com Teófilo, ela raramente saía para o campo.

Mesmo na presença de Teófilo, ela mais auxiliava em transfusões de sangue do que qualquer outra coisa.

A constituição física de Ivone não era forte como a dos demais, e ela entrou em pânico diante de tal emergência, sem qualquer traço de calma.

Acariciava seu peito, a cena assustadora ainda vívida em sua mente.

— Ivone, você está bem? — Perguntou Lucas.

— Não, não estou nada bem.

Como poderia estar? As pernas de Ivone estavam bambas.

Lucas, intrigado, murmurou:

— Que estranho, normalmente essas cobras não atacam humanos. Por que de repente estão tão agressivas? Será que há filhotes delas por perto?

No meio do pânico, ele pensou ter ouvido um som de flauta de bambu ao longe.

Pensando na imagem anterior da garotinha sentada em cima da grande cobra, até Lucas, que não era o mais esperto, entendeu o que estava acontecendo.

Essas cobras estavam sendo controladas por Laís!

Se ele não estivesse fugindo por sua vida, ele certamente teria exclamado admirado, "Incrível!"

Encantadores de feras, algo que ele só havia lido em romances fantásticos, realmente existiam, e eram uma criança de menos de três anos! Quem acreditaria nisso?

Isso é impressionante demais.

Mas agora ele só podia se preocupar em fugir, se caísse, certamente seria mordido até a morte pelas cobras venenosas.

Lucas nunca correu tão rápido em sua vida, seguindo em direção à fonte do som.

Não muito longe, sentada em um pessegueiro, estava uma garotinha segurando uma flauta de bambu, balançando levemente os pés.

Ding ling ling, ding ling ling.

O som claro, no entanto, parecia um presságio mortal.

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