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Sim, papai romance Capítulo 29

MONALISA

Hoje não tive aulas e ia ficar em casa o dia todo. Em dias como este, eu e Francesca costumávamos sair juntas, mas agora que ela não faz mais parte da minha vida, tenho que me contentar em ficar em casa sozinha o dia todo.

Tentei entrar em contato com Irene para ver se poderíamos nos encontrar, mas, como se o destino estivesse me forçando a ficar em casa hoje, aconteceu que a mãe dela pediu que ela entregasse um recado fora da cidade, e ela só voltaria à noite.

Olhei para o relógio de parede e vi que eram 10h. Resmunguei, largando meu telefone e caminhando em direção à cortina para abri-la. Eu gostava da atmosfera fresca e escura, mas agora queria ar fresco e alguma luz entrando.

Ao abrir as cortinas, olhei para fora e vi um carro preto saindo da mansão em frente à nossa. Dois carros pretos a seguiram, e, de repente, todos os carros pararam.

Aproximei-me ainda mais da janela para ver se Lucius estava em algum dos carros, mas não consegui ver. Eu estava longe o suficiente dos carros, e as janelas também estavam com película.

De repente, meu telefone tocou. Virei-me e fui em direção à minha cama. Peguei o telefone e vi que era Lucius Devine ligando. Atendi imediatamente e levei o telefone ao ouvido.

— Olá, docinho — ele falou primeiro, e senti meu coração se aquecer com sua voz.

— Olá, papai. Bom dia — cumprimentei depois de reprimir um riso bobo.

— Sem lugar para ir hoje? — Ele perguntou, e voltei para a janela, agora certa de que ele estava em um dos carros.

— Sim, não tenho aulas.

— Hmm, entendi. Vista-se e junte-se a mim, então.

— Para onde estamos indo? — Perguntei, meus dedos encontrando meu cabelo para enrolar as pontas.

— Você descobrirá assim que descer aqui — foi sua resposta simples, e então ele encerrou a ligação.

— Hmphh! — Afastei-me da janela e corri para o meu armário para pegar algo para vestir.

Enquanto vasculhava as roupas, pensei em como deveríamos ser gratos a ele. Minha mesada de roupas por mês era maior que o salário da minha mãe, pelo amor de Deus!

Afastei os pensamentos e rapidamente encontrei algo para vestir. Um vestido roxo com padrões florais cor-de-rosa. Vesti-me apressadamente, calcei um par de saltos e desci com uma bolsa, meu telefone e minha carteira.

Finalmente desci, e a porta do carro em que ele estava, era segurada aberta para mim. Sorri educadamente para o homem que segurava a porta do carro aberta e entrei no carro.

— Vamos — ele disse ao motorista e depois se virou para me olhar.

— Você está linda — ele apontou, e senti meu coração disparar.

O elogio dele parecia tão sincero e não apenas isso, mas também o fato de que ele estava me olhando nos olhos enquanto dizia isso contribuiu para isso.

— Seu cabelo fica tão bonito solto — ele acrescentou e então colocou a mão na minha coxa.

— Para onde estamos indo? — Perguntei a pergunta novamente depois de alguns segundos.

— Para um leilão.

— Um leilão?! — Meus olhos se arregalaram, e ele se virou para me olhar, um pequeno sorriso puxando o canto dos lábios.

— O quê? Nunca esteve em um? — Ele perguntou.

— Não.

— Então espero que goste de estar lá.

— Eu acho que vou — murmurei.

**

— Um milhão.

— Dois milhões!

— 2,2 milhões!

Aquela quantia enorme de dinheiro por uma pintura. Isso era incrivelmente caro!

— Isso está ficando ainda mais caro! Começou em 100 mil dólares. Como chegou a isso? — sussurrei para o papai, e ele riu.

— É assim que funciona aqui.

— Estamos aqui para comprar alguma coisa? — perguntei.

— Sim, estou aqui para comprar aquela pintura — ele respondeu.

— Comprar a pintura? Já está em 2,5 milhões.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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