LUCIUS
— Olá — Lisa respondeu, mas sua voz soava um pouco estranha.
— O que há de errado? — Perguntei, afastando-me um pouco da minha mesa, mas meu olhar permanecendo no trabalho com o qual eu estava lidando antes de sentir a súbita vontade de ouvir sua voz e saber como ela estava. E também para fazer uma pergunta a ela.
— Francesca. Você fez algo a ela e à família dela? — Ela perguntou e eu joguei a cabeça para trás um pouco, fazendo um pequeno rolar de olhos.
— Oi? — Ela chamou suavemente quando não respondi.
— Eu não te liguei para ser questionado sobre essas coisas. Qual é a sua cor favorita? — Perguntei.
— Estou falando sobre algo muito sério aqui, senhor.
— Sua cor favorita também é algo sério. Me diga, docinho, qual é a sua cor favorita?
— Mas...
— Sua cor favorita, docinho? — Exigi, interrompendo-a. Ouvi-a suspirar suavemente.
— Roxo e preto —, ela finalmente cedeu.
— Boa menina —, elogiei-a e encerrei a ligação antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa.
Coloquei o telefone na mesa e me aproximei da minha mesa. Com um pequeno gemido, alcancei a gaveta e a abri, pegando uma pulseira preta de dentro.
Nela estava gravado um nome, Sebastien.
Era o nome do pai de Lisa e está pulseira pertencia a ele.
Meu aperto nela se intensificou por alguns segundos, meu rosto ficando sombrio antes de eu a deixar cair de volta com um suspiro.
— As coisas nunca vão sair do controle.
MONALISA
— Nossa, senti falta do meu bebê —, mamãe abriu os braços e eu entrei em seu abraço caloroso, deixando-a me abraçar por alguns segundos antes de me afastar do abraço com um sorriso largo no rosto.
Ela apertou minhas bochechas como costumava fazer e eu franzi os olhos. Ela riu suavemente.
— Espero que não tenha sentido minha falta demais?
— Senti sua falta demais — disse com um bico.
De fato, senti falta de ter mamãe por perto em casa, mas tê-la de volta também significava que eu não poderia dormir na casa de Lucius.
— Vem, se senta, vou te trazer um copo de água —, levei mamãe gentilmente até uma cadeira e fui para a cozinha buscar um copo de água para ela.
Minha mente ainda estava levemente perturbada pelo incidente com Francesca, mas eu o coloquei de lado. Eu perguntaria a ele sobre isso esta noite. Esperava que ele não ignorasse a pergunta como havia feito antes.
Voltei para a sala e entreguei o copo de água à minha mãe.
— Como foi a viagem?

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