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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 1181

Eliezer achou que ia ver o pai franzindo a testa. Mas Mauro não demonstrou nada.

Sílvia ficou parada por um instante, não disse nada, só virou a cabeça para ver a expressão do marido.

Eliezer franziu a testa.

— Vocês não acreditam em mim?

— Tá bom, eu já entendi. — A Sílvia disse.

Eliezer observou a reação dos pais e ficou muito decepcionado. E sentiu, de um jeito bem claro, o quanto eles eram dois pesos e duas medidas. Bastava ele errar um pouco que o pai já caía em cima.

Se quem atrasasse hoje fosse ele, o pai já teria fechado a cara fazia tempo.

Claro que mudar a opinião de alguém não acontecia por causa de uma única coisa. Mas, hoje, ele já tinha aberto uma brecha.

Eliezer não conseguia ficar ali com os pais. Ele foi ver a avó e, depois, desceu e ficou sentado no carro, esperando Lorena chegar.

Quando Eliezer saiu, Sílvia falou:

— Ontem à noite, a Lorena ligou para você perguntando como a sua avó estava. E ela mesma disse que ia ajudar a encontrar um bom médico. Como é que ela ia atrasar por causa de unha?

Mauro perguntou:

— Você acredita nisso?

Sílvia ficou sem reação por um instante. Mauro bateu de leve na coxa e se levantou.

— Vamos dar uma volta.

Sílvia olhou para o marido, com a cabeça cheia. Depois de andar um pouco, de repente entendeu.

— Você está dizendo que seu filho está mentindo?

Mauro não respondeu.

Eles viraram a cabeça e viram uma mulher pequena carregando uma menina de quase três anos. Ela tinha muita paciência para acalmar a criança.

Seria uma cena normal. Mesmo assim, os dois mudaram de expressão, quase ao mesmo tempo.

Quando a mulher saiu com a menina no colo, Sílvia falou, surpresa:

— Nossa, que menina linda. Parece muito com o Eliezer quando era pequeno. Aqueles olhos grandes... É igualzinho.

Sílvia puxou esse assunto com o marido só para desviar a cabeça. Na idade deles, eles gostavam de criança. E, quando viam uma criança que dava uma sensação boa, ela começava a lembrar do passado sem parar.

Mauro não mudou a expressão, mas o olhar ficou escuro. A mão, caída ao lado do corpo, se fechou em punho sem ele perceber.

Ele queria dizer para si mesmo que não. Aquela hipótese era ousada demais.

Mas a intuição dele dizia que era exatamente isso.

Quando Mauro achou que Eliezer já tinha chegado no fundo do poço, pareceu que a coisa podia ser ainda pior do que ele imaginava.

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