"Isso não será necessário. Eu posso comprar tudo o que minha esposa precisar."
Hanson descartou a ideia na hora. "Você está proibido de tomar até um gole de álcool hoje se continuar falando besteira." Será que ele acha que sou tão irresponsável a ponto de precisar de outro homem para pagar as coisas da minha esposa? Que presunção da parte dele.
Bryan ficou meio perdido. O que foi que eu disse?
Por que Hanson estava o repreendendo do nada?
Ele olhou para April, querendo perguntar o que estava acontecendo.
April teve vontade de revirar os olhos ao ouvir Hanson. Isso não é exagero? Precisa mesmo enfatizar isso?
Mesmo assim, ele já estava acostumado com o jeito imprevisível de Hanson.
April, um pouco irritado, lançou um olhar para Bryan. Cuidado com o quanto Hanson é possessivo.
Mas Bryan não entendeu nada do olhar. Ele deu um sorriso sem graça e ficou quieto, preferindo não falar mais nada para não correr o risco de Hanson proibir ele de beber.
"Chega disso. Vamos pedir logo." Yvonne mudou de assunto, não querendo continuar assistindo Hanson e Vania trocando olhares apaixonados.
Aquilo só deixava tudo mais constrangedor para ela.
"Não deveríamos esperar pelo Thomas?" Bryan estava ansioso para dividir a refeição com quem ele admirava.
"Podemos pedir para nós primeiro e acrescentar mais coisas quando Thomas chegar." Yvonne já estava passando o cardápio para Hanson.
Mas Bryan, totalmente alheio, pegou o cardápio sem perceber que Yvonne não queria entregar para ele. "Deixa eu ver que tipos de bebida eles têm aqui."
Yvonne ficou com a mão parada no ar, sem jeito. Por dentro, ela estava fulminando Bryan com o olhar, mas pegou outro cardápio e entregou para Hanson de novo. "Por que você não dá uma olhada e vê o que quer comer?"
Hanson não pegou o cardápio dela, preferiu pegar um para si da pilha ao lado. Ao mesmo tempo, puxou Vania para perto e sussurrou no ouvido dela: "Você deveria comer mais. Vai precisar."
Vania lançou um olhar de aviso, pedindo silenciosamente para ele parar com as bobagens.
Hanson achou graça na expressão dela. "Não vou falar mais nada. Dá uma olhada no cardápio."
Em vez disso, virou-se para Bryan. "Sr. Jones, já escolheu o vinho?"
Bryan assentiu. "Claro. Vamos pedir todos." Ele fez um gesto largo, generoso.
"Olha só, moleque. Parece que sua resistência ao álcool melhorou depois de uns dias trancado."
Era Thomas, que entrou rindo pela porta.
"Thomas!" Bryan exclamou, animado ao ouvir a voz dele. Largou o cardápio e se levantou para cumprimentá-lo.
Mas assim que se levantou, congelou e gaguejou: "Tio Liam, o que você está fazendo aqui?"
"Se eu não viesse, não ia saber o quanto você aguenta beber." O homem resmungou.
Esse era o filho mais novo da segunda geração da família Jones. Ele era só um pouco mais velho que Hanson e, assim como ele, saiu de casa cedo e conquistou sucesso por conta própria. Hanson e Liam tinham interesses parecidos e acabaram construindo uma amizade forte.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seus Sete Pequenos Guarda-Costas