Hanson obedeceu. Carregando sua mala, ele seguiu Vania até o quarto de hóspedes enquanto dizia: "Eu gostaria de ficar mais perto de você." Seria ainda melhor se pudéssemos ficar juntos, pensou ele consigo mesmo. No entanto, não disse isso em voz alta, temendo que Vania pudesse interpretar mal e achar que ele estava sendo atrevido.
O que ele está querendo ao querer ficar tão perto de mim? Ela só sentia que ele tinha segundas intenções. Essa dúvida não passou pela sua cabeça antes, mas agora parecia que ela não deveria deixar que ele fizesse o que queria. Ela caminhou até o final do corredor e parou. "É aqui."
Ele olhou ao redor; só havia um quarto à vista, cercado por paredes. Com uma expressão de desagrado, perguntou a Vania: "Onde você vai ficar?" Temendo que ela não lhe dissesse qual era o quarto dela, acrescentou: "Estou perguntando para facilitar caso aconteça algo com minha mão de repente."
Vania apontou para o quarto mais à frente.
Que longe! Hanson imediatamente arrastou sua mala até lá e abriu a porta do quarto ao lado, apenas para descobrir que era um escritório conectado à suíte principal. O cômodo externo do escritório tinha uma cama limpa e arrumada, claramente sem uso. Além disso, o escritório estava equipado com tudo que alguém poderia precisar. Num instante, ele ficou muito satisfeito. Não gostava de dormir em uma cama que outra pessoa já havia usado. O mais importante: esse quarto era conectado à suíte de Vania.
Por isso, ele decidiu na hora que ficaria ali. Sem pedir a opinião de Vania, largou a mala que estava segurando. Então, virou-se e foi até ela, ficando bem perto enquanto pegava a outra mala das mãos dela. "Já escolhi meu quarto. Vou ficar aqui." Depois disso, arrastou a mala para dentro do escritório.
Ela o lembrou: "Esse é o escritório. Acho que não é muito bom você ficar aqui." Especialmente porque ela achava um pouco inconveniente seu próprio quarto ser tão próximo do escritório.
Ela suspirou. Ah, deixa pra lá. Vou ajudar no que puder. "Tá bom, vou te ajudar a arrumar tudo. Se tiver algo errado, só me avisar."
Ele assentiu como se fosse o dono da casa. Sentado no sofá, olhava com ternura enquanto Vania se movimentava pelo quarto. Para ele, ela parecia uma esposa jovem e bonita, alguém com quem ele se sentia muito próximo. Além disso, parecia que ele havia superado sua aversão a germes, pois gostava muito quando Vania tocava em seus pertences.
Por outro lado, Vania ficou um pouco sem jeito ao ver as roupas dele. Afinal, era a primeira vez que ajudava um homem adulto a organizar suas coisas. Por um momento, não percebeu o que ele estava fazendo atrás dela. Quando quis se virar com algo nas mãos, acabou esbarrando no peito de alguém.

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