No hotel.
Sete criancinhas cercavam Vania, tagarelando e rindo.
— Mamãe, você é nosso exemplo.
Era o elogio mais alto que filhos podiam dar aos pais.
— Vocês também são meus exemplos. A gente aprende um com o outro e segue em frente juntos.
Vania beijou cada criança. Amava-os com todo o coração.
Hanson, que já estava sendo ignorado havia um bom tempo, observava com ciúmes.
Entre os nove, ele era o menos importante.
Por fim, achou uma brecha para interromper. — Está ficando tarde. Vocês deveriam ir dormir.
James lançou um olhar ao pai. — Sr. Luke, pode reformular essa frase?
Eles já tinham ouvido aquilo inúmeras vezes quando estavam a sós com Vania.
Claramente, já não convencia mais.
Jack também se manifestou. — É, e a gente não está nem um pouco com sono agora.
Tinham vindo de Hammond só para ficar com Vania. Por que iriam dormir tão cedo?
O que Hanson disse não era válido.
Os meninos começaram a rebater, e até Hanson sentiu que sua justificativa não se sustentava. Então só lhe restou mencionar Vania. — Só porque vocês não estão com sono não quer dizer que a mamãe não precise descansar.
Ele achou que era um bom argumento. Afinal, os sétuplos se importavam antes de tudo com a mãe.
Para convencê-los, continuou: — A mamãe está cansada por causa da competição. Deixem que ela descanse cedo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seus Sete Pequenos Guarda-Costas