Naquele instante, Yvonne só queria entrar e ver o pai.
Por mais que tentasse ignorá-los, os laços de sangue a prendiam.
“Pai, pai… me desculpa! Me solta! Deixa eu entrar…”
Mesmo gritando a plenos pulmões, Yvonne não sentia nenhum remorso no coração.
Um policial se aproximou de Hanson e lhe fez um relatório. “Presidente Luke, o que devemos fazer?”
Hanson não piscou sequer, pois já controlava a situação havia tempo.
Sem emoção, disse: “Já que ela veio, deixem que o veja.”
O policial assentiu. “Sim, senhor.”
Ele imediatamente levou Yvonne até Benjamin.
Benjamin tinha acabado de recobrar a consciência.
Assim que viu a filha cercada por policiais, desmaiou de novo antes mesmo de conseguir dizer algo.
Jasmine também havia sofrido uma sequência de abalos. Ao ver a filha querida, foi tomada por emoções desencontradas e desmaiou igualmente.
Diante do estado dos pais, a impotência e a frustração tomaram conta de Yvonne.
Ela riu, tomada pelo terror. “Hanson Luke, você fez isso de propósito.”
Ele nunca pretendeu que ela se encontrasse com os pais; queria apenas atiçar ainda mais o desespero deles.
Era implacável de verdade.
O policial olhou o relógio. “Acabou o tempo. Levem-na.”
Sem perder mais um segundo, a retiraram dali.
Thomas não se encontrou com Yvonne.
Ele não teve coragem.
Quanto aos pais, limitou-se a espiar pela fresta da porta do quarto do hospital.
Passou-se um tempo até que Benjamin e Jasmine tornassem a despertar.
“Yvonne, Yvonne.” No quarto do hospital, chamaram a filha ao mesmo tempo.
Mas não houve resposta.

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