Daniela Vieira entregou a Lelê rapidamente para Julia, puxou Mariana Ramos e correu para se esconder no lavabo.
Kiara escondeu os sapatos das duas que estavam no hall de entrada e correu para recolher as xícaras de chá usadas sobre a mesa.
Henrique Ramos saiu pela porta lateral da estufa para receber Sabrina Batista, que acabava de descer do carro.
Pela janela, Sabrina Batista notou uma movimentação confusa de sombras na sala de estar.
Antes que pudesse observar melhor, sua visão foi bloqueada por Henrique Ramos.
— Por que demorou tanto pra voltar?
Sabrina Batista fechou a porta do carro e ajustou a alça da bolsa: — Eu disse ontem que teria reuniões esta tarde.
Henrique Ramos colocou as mãos nos bolsos e encostou no carro dela: — Por que o Ricardo Carneiro brigou com o pai dele?
— Como você sabe disso? — Sabrina Batista perguntou, surpresa. Não fazia nem duas horas que tudo havia acontecido. Como Henrique Ramos descobriu tão rápido?
— Felipe Carneiro contou pra todo mundo: qualquer um que ousar ajudar Ricardo Carneiro estará se colocando contra a Pipefy.
Assim que a notícia correu, chegou rapidamente aos ouvidos de Henrique Ramos.
Sabrina Batista acreditava que não existia inimizade duradoura entre pai e filho.
Sendo Ricardo Carneiro o único filho de Felipe Carneiro, ela achou que depois de uma discussão e uns dias de gelo, tudo voltaria ao normal.
Mas se a briga se tornou pública a esse ponto, isso mostrava que o rompimento era sério dessa vez.
— Então, me diga... será que ele bloqueou os cartões do Ricardo Carneiro e o expulsou de casa?
Sabrina Batista reavaliou a situação. A briga era realmente feia.
Contudo, no fim das contas, eram pai e filho. Felipe Carneiro certamente estava apenas forçando Ricardo Carneiro a ceder.
Nos últimos anos, Ricardo Carneiro havia ganhado fama de rebelde insubordinado. Desta vez, Felipe Carneiro queria dar um jeito no temperamento do filho.
E qual era o método? Simplesmente bloquear os cartões para deixá-lo sem saída, obrigando-o a voltar para casa mansinho.
— Vou fazer uma ligação.
Sem esperar a resposta de Henrique Ramos, Sabrina Batista deu a volta na traseira do carro e ligou para Ricardo Carneiro.
Ninguém atendeu.
Daniela Vieira expressou sua irritação: — Que inútil. Como ele permite ser dominado por ela assim?
— Você também não está sendo dominada por ela? — Mariana Ramos abriu um sorriso largo. — Foi você quem me arrastou para cá agorinha mesmo. Por que se escondeu tão rápido?
— Vai para fora!
Daniela Vieira retrucou, de mau humor.
Mariana Ramos, que estava perto da porta, abriu a maçaneta e saiu primeiro.
As duas foram até o hall de entrada, deram uma olhada rápida para o andar de cima para confirmar que Sabrina Batista já havia subido e calçaram os sapatos às pressas antes de irem embora.
Quarto do terceiro andar.
A Lelê mamou por um tempo, mas continuava com os olhos bem abertos, sem nenhum sinal de sono.
Sabrina Batista brincou com ela por um momento. O celular apitou com uma mensagem no WhatsApp de Ricardo Carneiro.
Um simples ponto de interrogação.
Sabrina Batista digitou de volta: [A que ponto chegou a sua briga com o Presidente Carneiro?]

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!