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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 660

Já o restante da frase foi sussurrado num volume que apenas ela e Fernando Moraes podiam escutar.

— O casaco, o celular e a bolsa estão no hall de entrada, não esqueçam nada.

Sabrina Batista caminhou atrás deles para ajudar a organizar os pertences.

Fernando Moraes estava atrapalhado. Primeiro, ele ajudou Oceana Reis a entrar no banco do passageiro. Em seguida, colocou Carlitos na cadeirinha infantil e apertou o cinto de segurança, já banhado em suor pelo esforço.

Sabrina Batista parou do lado de fora da porta do passageiro e apoiou a mão na moldura da janela do carro.

— Confesse agora e serei tolerante, ou resista e as consequências serão severas. Não ache que pode escapar se fazendo de bêbada. Fale logo, o que você andou aprontando?

Oceana Reis manteve os olhos bem fechados, fingindo estar dormindo. Estalou os lábios e virou a cabeça, deixando a nuca virada para Sabrina Batista.

Sabrina Batista deu uma risada de indignação. Ela se endireitou, deu dois passos para trás e liberou o caminho.

— Senhorita Batista, pode entrar, deixe a mãe e o filho aos meus cuidados.

— Dirija com cuidado — recomendou Sabrina Batista, inclinando-se para olhar Fernando Moraes. — Me mande uma mensagem quando chegarem, por favor.

Fernando Moraes assentiu com a cabeça e deu a partida.

Somente quando o carro deles desapareceu de vista foi que Sabrina Batista deu as costas e voltou para dentro.

Henrique Ramos estava na varanda de vidro com Lelê, observando o céu estrelado.

Quando Sabrina Batista abriu a porta e entrou, sentiu um leve cheiro de álcool.

Só então ela percebeu que Henrique Ramos também tinha bebido pouco antes, enquanto Fernando Moraes o fizera companhia brindando com suco em vez de álcool.

Ele havia esvaziado meia garrafa de vodka de alto teor alcoólico.

Os cantos de seus olhos estavam levemente avermelhados, mas o olhar permanecia lúcido e penetrante. Ele não estava bêbado, apenas levemente alterado.

— Vá descansar cedo, vou levar a Lelê para o quarto.

Ela pegou Lelê no colo.

Henrique Ramos soltou os pezinhos da menina que segurava. — Se ela chorar de noite, traga-a para o meu quarto.

— Não será necessário. Você bebeu, vá descansar direito.

Sabrina Batista subiu as escadas com Lelê nos braços.

Ela lavou o rostinho da bebê, limpou o seu corpinho, acendeu um abajur de luz fraca e deitou-se para brincar com ela.

A pequena estava surpreendentemente comportada hoje. Depois de se alimentar e brincar por um tempo, pegou no sono.

Sabrina Batista esticou o braço para desligar o abajur, mas notou que as luzes da varanda de vidro ainda estavam acesas.

Será que Henrique Ramos ainda não havia subido?

Sabrina Batista hesitou por um segundo antes de se levantar e segui-lo até o andar de baixo.

As luzes da sala estavam acesas, deixando o ambiente claro como o dia.

Henrique Ramos caminhou até o centro da sala e parou, exibindo a sua postura alta e elegante.

— O que houve?

Sabrina Batista foi logo atrás e parou a uma certa distância dele.

Henrique Ramos se virou e, de repente, ergueu as mãos para desabotoar a camisa.

Um botão, dois botões. O peitoral de tom bronzeado começou a ficar visível, e a barriga torneada logo também ficou à mostra.

— O que... o que você está fazendo?

Sabrina Batista entrou em pânico na mesma hora, sem saber para onde olhar.

— Passa a pomada para mim — disse Henrique Ramos, tirando a camisa rapidamente e virando as costas para ela.

— Hã? — Sabrina Batista voltou a olhar para ele.

E foi então que viu, naquelas costas firmes e musculosas, várias marcas avermelhadas de picadas de mosquito.

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