— Sim, eu falei bobagem.
Fernando Moraes baixou o olhar, parecendo extremamente digno de pena.
A expressão de Marcel Couto e Elisa Sousa tornou-se cada vez mais grave, e ambos lançaram um olhar para Oceana Reis.
Oceana Reis calou-se frustrada.
— Senhor Couto, Senhora, eu amo a Oceana, por isso não a forço a nada. Mas agora não se trata apenas de nós dois, temos o Carlitos. Não posso deixar a criança crescer sem pai. Eu quero me casar de novo com ela, mas fiquem tranquilos, darei liberdade absoluta à Oceana. Eu... não vou interferir em nada na vida dela.
O que Fernando Moraes queria dizer com aquilo era que, mesmo que se casassem novamente e Oceana Reis encontrasse outro homem que a interessasse, ele estaria disposto a fechar os olhos e não se importar!
Oceana Reis sentiu a visão escurecer uma vez e, logo em seguida, escurecer de novo!
— Cof, cof. — Marcel Couto tossiu, cobrindo os lábios.
Ele achava que aquele encontro seria apenas para avaliar o pretendente da filha.
Quem diria...
— Eu não me meto nos assuntos de vocês, jovens. Então...
Marcel Couto pensou em convidar Fernando Moraes para ficar para o almoço, mas de repente sentiu que tinha muito a conversar a sós com Oceana Reis e desistiu da ideia.
— Eu só vim hoje para deixar clara a minha postura.
Fernando Moraes levantou-se no momento oportuno: — Não vou mais incomodar o Senhor e a Senhora.
Dito isso, ele se virou para sair.
Oceana Reis levantou-se instintivamente: — Ei...
O combinado era que ela sairia junto para poder trocar algumas palavras com Sabrina Batista!
— Oceana, você tem algo a me dizer? — Fernando Moraes parou e virou-se para ela. — Quer me acompanhar até a porta?
Oceana Reis ficou furiosa ao ouvir aquele tom suave e coitado, como se ela fosse a grande vilã da história!
— Não tenho nada a dizer, pode dar o fora!
— Oceana. — Elisa Sousa levantou-se, falando em tom de desaprovação. — Vá acompanhar o Fernando até a porta.
Do lado de fora, Fernando Moraes sussurrou: — Cheguem um pouco para o lado, seus pais estão olhando. Eu também preciso entrar!
Oceana Reis se espremeu, quase esmagando Sabrina Batista contra a porta do carro.
Sabrina Batista deu leves tapinhas nas costas dela e, pelo vidro, viu o Casal Couto esticando o pescoço para observar na direção deles.
Em meio à complexidade de seus sentimentos por ver Oceana Reis, misturava-se a emoção de estar fazendo algo escondido, deixando seu coração acelerado.
— Não ouse falar assim!
Oceana Reis a soltou, com os olhos tão cheios de lágrimas que mal conseguia ver o rosto de Sabrina Batista.
Ela apertou os ombros de Sabrina e, em seguida, deslizou as mãos para beliscar levemente a cintura da amiga.
— Você emagreceu, até seus seios diminuíram. Você é idiota? Não vai me dizer que acreditou que eu também te odiava?
Sabrina Batista balançou a cabeça: — Claro que não. E não emagreci, engordei um quilo.
— Eu não vou sair do país, eles já concordaram em me deixar ficar. Nós vamos descobrir a verdade. Antes que eu consiga desvendar tudo, não volte para a Família Couto de jeito nenhum. Os de fora podem não saber, mas meus pais disseram que a família do meu tio mais velho é implacável, do tipo que passa por cima de todo mundo sem piedade nenhuma. Achávamos que só agiam assim com estranhos, jamais imaginaríamos que atacariam a própria família.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!