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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 569

Sabrina Batista não parecia nada bem.

Seu rosto estava um pouco pálido, e seus olhos expressivos haviam perdido o brilho.

— Estou bem, vá cuidar do seu machucado e não se preocupe comigo.

Ela forçou um sorriso e lançou um olhar para a mansão.

Larissa estava diante da porta de vidro, esmurrando-a com força enquanto dizia algo com uma expressão distorcida e assustadora.

A cena era de dar calafrios.

— Tudo bem, então vá para casa com cuidado. Não se preocupe comigo, é só um arranhão — disse Ricardo Carneiro.

Ele se afastou, acenando para que Sabrina Batista fosse embora.

Com Larissa agindo daquela maneira deplorável, cada segundo a mais ali apenas traria mais dor para Sabrina Batista.

Assim que Sabrina Batista arrancou com o carro, o semblante de Ricardo Carneiro tornou-se grave, assumindo uma aura sombria enquanto ele olhava de relance para Larissa.

— Fiquem de olho nela e comecem a investigar. Vasculhem todo o passado dessa mulher. Quero saber exatamente qual é a relação dela com a Família Couto e descobrir cada detalhe do que aconteceu na época!

— Sim, Senhor Carneiro! — assentiu o guarda-costas.

Ao se virar, Ricardo Carneiro soltou um sibilo de dor repentino, entrando no carro com uma careta. — Que dor infernal, maldita velha!

Em um cruzamento, o som estridente de uma buzina trouxe Sabrina Batista de volta à realidade; o sinal vermelho já havia ficado verde.

Ela pisou no acelerador e seguiu em frente.

Essa situação com a Família Couto era um poço de problemas; quem se envolvesse acabaria arruinado.

Não era só o Henrique. Havia também o Ricardo. Ela não podia mais deixar os dois se afundarem nessa história por causa dela.

Durante todo o trajeto, ela não parava de pensar no que faria a seguir.

Ao chegar em casa, antes mesmo de entrar, ela pegou o celular e ligou para Ricardo Carneiro.

— Ai, que dor... Sabrina Batista, aconteceu alguma coisa? — Ricardo Carneiro atendeu rapidamente.

— Você já foi cuidar desse machucado? — perguntou Sabrina Batista primeiro.

Eram ninguém menos que Henrique Ramos e Vanessa Fernandes.

Ela parou, ficando do lado de fora da cerca e observando-os através da folhagem verdejante.

— Henrique, eu não estou pedindo que você me perdoe e nem que voltemos ao que éramos antes, mas não deixe que nossos problemas arruínem o relacionamento entre as nossas famílias. Minha mãe e a senhora são amigas há tantos anos.

Com lágrimas nos olhos e uma voz suave e delicada, Vanessa Fernandes transmitia uma imagem de dar pena.

— Já terminou de falar? — perguntou Henrique Ramos com sua voz habitual, de costas para Sabrina Batista e com uma expressão indecifrável.

— Já — Vanessa Fernandes assentiu com a cabeça. — Então, eu já vou indo.

Henrique Ramos não respondeu.

Ao virar o corpo, o olhar dela se encontrou exatamente com o de Sabrina Batista, que estava de pé do lado de fora da cerca.

Ela hesitou por um segundo, mas fingiu não ter visto nada e voltou sua atenção para Henrique Ramos.

— Henrique, você... gosta da Sabrina Batista?

— Isso não é da sua conta — respondeu Henrique Ramos.

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