— É mesmo? — Fernando Moraes ergueu uma sobrancelha.
Percebendo que ele começava a ceder, Vanessa Fernandes suspirou aliviada, levantou três dedos e jurou: — Eu prometo! Se me ajudar a sair dessa, farei o que você quiser. Caso contrário, que eu morra da pior forma possível!
Aquela era uma praga e tanto, elevando drasticamente a credibilidade de suas palavras.
— E se eu pedir para você ficar bem longe do Henrique Ramos?
Vanessa Fernandes arregalou os olhos e agarrou a beirada da maca, sentando-se de forma abrupta. — Então você quer mesmo o Henrique para você? Fernando Moraes, você não tem vergonha na cara! O Henrique Ramos nunca será seu, pare de sonhar!
Um sorriso debochado surgiu nos lábios de Fernando Moraes.
A porta da sala de exames foi aberta e a voz de Daniela Vieira ecoou: — Falaremos sobre isso quando eu voltar.
Ela desligou o celular e fechou a porta. — Já terminaram?
Vanessa Fernandes já estava sentada. O gel transparente ainda estava em sua barriga, então ela rapidamente pegou algumas folhas de papel para limpar, forçando um sorriso pálido. — Terminamos, senhora.
— Pegue suas coisas, vamos para o próximo. — Daniela Vieira observou enquanto ela caminhava para a saída.
Vanessa Fernandes vestiu-se lentamente e, antes de sair, lançou mais um olhar para Fernando Moraes.
Ele continuava com os olhos fixos na tela do aparelho, ignorando-a por completo.
— Doutor Moraes — começou Vanessa Fernandes, em tom hesitante —, o problema é grave?
A sala de exames mergulhou em um silêncio sepulcral.
Parada na porta, Daniela Vieira franziu a testa ao ouvir a pergunta e lançou-lhes um olhar inquisitivo.
Após um bom tempo, Fernando Moraes finalmente quebrou o silêncio, falando de forma pausada e indiferente: — Os resultados só ficarão prontos amanhã. Por enquanto, não tenho nada a declarar.
Isso significava que ele iria ou não ajudá-la?
Com o coração aos pulos, Vanessa Fernandes não teve escolha a não ser seguir para o próximo exame.
——
Sabrina Batista não havia dormido bem na noite anterior, o que resultou em leves olheiras sob seus olhos.
Lelê acordou pouco depois das seis da manhã. Ele ficou brincando ao lado dela por cerca de uma hora antes de começar a resmungar.
— Eu disse que cuidaria do Lelê para que vocês pudessem tomar café em paz, mas ele falou que não era necessário, e que eu não precisaria cuidar da criança quando ele estivesse em casa.
Kiara estava apreensiva. — Sabrina, com o senhor Ramos te ajudando com o Lelê, você realmente não precisa de mim. Se for isso, pode falar, não fique sem jeito.
Sabrina Batista balançou a cabeça rapidamente. — De jeito nenhum! Ele só falou por falar. Ele trabalha demais e quase não para em casa.
— Será mesmo? — Kiara não parecia convencida.
Mas, já que Sabrina Batista havia garantido daquela forma, ela achou melhor não insistir. — Tudo bem, então. Vá tomar seu café antes que esfrie.
Sabrina Batista assentiu e caminhou para a sala de jantar.
Mal se sentou, um exemplar do Jornal da Manhã de Lusitana foi colocado à sua frente.
A manchete principal destacava o grande anúncio de Marcel Couto sobre ter encontrado sua filha.
Oceana Reis havia sido oficialmente reconhecida pela família. Naquele dia, Marcel Couto a levaria ao salão ancestral da Vila de Couto para prestar homenagens aos antepassados.
Além disso, Marcel Couto deixou claro que a suposta morte da filha no passado havia sido orquestrada por alguém e prometeu investigar o assunto até o fim!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!