Sua mão apertou a maçaneta com firmeza. Recuando dois passos, ela bloqueou de forma sutil o acesso ao quarto do bebê.
— Pelo visto, o tempo que passou com Henrique Ramos a fez acreditar que você é alguém intocável.
— Mas agora que você pulou para a Pipefy, saiba que Ricardo Carneiro não chega aos pés de Henrique Ramos, nem em caráter, nem em capacidade — declarou Wesley Couto, saindo da sala e parando diante dela. — Você escolheu o lado errado, manchou o nome do Henrique Ramos e comprou briga com a Quinto Andar. Mais cedo ou mais tarde, a Pipefy vai descartá-la para apaziguar os ânimos com a Família Ramos. Quem vai te proteger quando esse dia chegar? Você vai ficar completamente exposta à vingança da família Ramos!
Do ponto de vista dos negócios, a análise dele era de fato irretocável.
— O quê?! — A Senhora Couto demonstrou pânico no olhar. — De jeito nenhum! Você precisa voltar para casa conosco. Mesmo que isso signifique desafiar a Família Ramos, não permitirei que ninguém lhe faça mal!
— Venha, a mamãe vai levar você para casa — disse ela, avançando e agarrando Sabrina Batista pelo braço.
Antes que Sabrina Batista pudesse reagir, Wesley Couto avançou e a segurou firmemente pelo outro braço, ordenando em seguida: — Entrem e arrumem as coisas da senhorita!
Os guarda-costas entraram em fila pela porta, transformando o hall de entrada num espaço caótico e apertado. Sabrina Batista foi empurrada e arrastada para fora do apartamento.
— O que estão fazendo?! Em plena luz do dia, querem roubar o meu bebê? — A voz desesperada de Kiara ecoou de dentro da casa.
— Uaaah! Uaaah!
O choro de Lelê cortou o ar, ecoando instantaneamente por todo o andar.
— Ai, meu Deus... O que vocês estão fazendo?! Ele é só um recém-nascido, não suporta essa brutalidade toda! Devolvam o bebê para mim, rápido!
A voz ansiosa de Kiara irrompeu em meio à enorme confusão.
O coração de Sabrina Batista apertou dolorosamente no peito. Num impulso furioso, ela empurrou a Senhora Couto para longe e correu de volta.
Pega de surpresa pelo impacto, a Senhora Couto chocou-se contra a parede.
Devido à inércia, seu corpo cambaleante acabou servindo de obstáculo, bloqueando o avanço de Wesley Couto por um instante.
Como não usaram a força total para contê-la, Sabrina Batista encontrou uma brecha perfeita para escapar de suas mãos.
Embora tivesse conseguido se livrar dos pais temporariamente, ao voltar para o cômodo e enfrentar aquele batalhão de brutamontes engravatados, as chances de sucesso de Sabrina Batista eram quase nulas.
— Senhorita, não complique o nosso lado. Venha conosco pacificamente.
O chefe da segurança barrou o caminho de Sabrina Batista, separando-a de vez do bebê.
O guarda-costas que segurava Lelê parecia extremamente desajeitado; a criança balançava de forma assustadora em seus braços.
— Devolva o meu filho! — gritou Sabrina Batista, servindo de escudo na porta para impedir que o Casal Couto também invadisse o local.
Mas sua mente estava focada unicamente na segurança do seu filho.
Percebendo a angústia no olhar dela, a Senhora Couto estancou o passo e se dirigiu ao guarda-costas que carregava o pequeno.
— Seu desastrado! Você não serve nem para segurar um bebê recém-nascido. Este é o neto mais velho da Família Couto. Dê ele para mim, já!
O guarda-costas transferiu a criança para os braços da Senhora Couto imediatamente.
A Senhora Couto segurou o bebê firmemente, passou por Sabrina Batista e, sob o olhar perfurante da jovem, posicionou-se ao lado de Wesley Couto.
— Oi, meu netinho lindo, aqui é a vovó. E este é o vovô!
Wesley Couto lançou um olhar de soslaio, e a tensão ríspida em seu semblante dissipou-se de forma considerável.
*Ding—*
As portas do elevador se abriram no mesmo instante, mas os passos de Wesley Couto congelaram bruscamente no meio do caminho.
Do lugar onde estava, Sabrina Batista não conseguia ver quem ocupava o elevador. Ela apenas percebeu uma silhueta alta e majestosa pairar sobre Wesley Couto, caminhando lentamente para fora e forçando o homem mais velho a recuar repetidamente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!