ARES BECKETT
Fazia alguns dias que Rubi tinha recebido alta do hospital, e eu me recusava terminantemente a pisar na sede da Beckett Industries. O meu vice-presidente que lutasse com as ações, as reuniões de conselho e os diretores. Transformei a nossa suíte principal no meu escritório remoto. Montei uma mesa ao lado da cama, com meu notebook e telefone, apenas para não precisar tirar os olhos da minha esposa por um único segundo.
Eu sabia que estava agindo como um verdadeiro cão de guarda, mas não me importava nem um pouco.
Quando Mary entrou no quarto equilibrando uma bandeja cheia de panquecas, frutas e suco natural, me levantei imediatamente da minha cadeira.
— Pode deixar comigo, Mary — sussurrei, pegando a bandeja das mãos dela.
Sentei na beirada da cama. Rubi estava encostada nos travesseiros macios, assistindo a alguma série na TV.
— Ares, eu tenho duas mãos perfeitamente saudáveis. Posso segurar o garfo — ela resmungou, fazendo um bico quando cortei um pedaço de panqueca com mel e levei até a boca dela.
— O médico disse repouso absoluto. Mastigar já é exercício suficiente para você hoje. Abre a boca, esposa.
Ela revirou os olhos castanhos, mas obedeceu, aceitando a comida. Alimentá-la assim, mimando-a e cuidando de cada pequeno detalhe, me trazia uma paz interior que eu jamais seria capaz de explicar para outra pessoa.
No fim da tarde, Rubi decidiu que estava cansada de ficar deitada.
— Eu preciso de um banho. — ela anunciou, jogando as cobertas grossas para o lado.
— Ótima ideia. Mas Mary está ocupada, então hoje eu dou banho em você.
Rubi arregalou os olhos, e as bochechas dela ganharam um tom adorável de vermelho.
— O quê? Não! Eu posso tomar banho sozinha, Ares. Não estou inválida!
Lavei o cabelo escuro dela, massageando o couro cabeludo lentamente com a ponta dos dedos. Rubi soltou um gemido baixo de puro prazer que quase me fez perder a pouca sanidade que me restava ali mesmo. Ela deve estar fazendo de propósito...
— Sabe... — ela sussurrou, abrindo um sorriso preguiçoso e divertido enquanto a água escorria pelo seu rosto. — É surpreendente ver o grande Ares Beckett molhando a roupa de grife para lavar o meu cabelo. Quem diria. Você virou o meu escravo particular.
Puxei a toalha do gancho e a envolvi com cuidado, puxando o corpo molhado dela para colar no meu. Abaixei o rosto até a orelha dela, sentindo-a estremecer.
— E posso garantir, esposa — sussurrei, mordiscando o lóbulo dela levemente, fazendo a respiração dela falhar — que ser o seu escravo pessoal é, de longe, o meu trabalho favorito.
Ela arfou, agarrando os meus ombros úmidos.
Sorri, vitorioso e completamente satisfeito com o efeito que causei. Desliguei o chuveiro, a sequei e a carreguei no colo de volta para a cama, enquanto ouvia seus protestos dizendo que ela tinha pernas. O meu autocontrole estava por um fio, mas eu esperaria o tempo que fosse necessário.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!