RUBI MONTENEGRO
Na manhã seguinte, fui despertada por uma sensação suave e quente no meu rosto. Abri os olhos devagar, piscando contra a luz clara que entrava pela janela, e encontrei Ares inclinado sobre mim. Ele estava distribuindo beijos pela minha bochecha e maxilar.
Assim que percebeu que eu estava acordada, ele abriu um sorriso de lado que fez meu coração dar um tropeço indesejado. Ele já estava completamente vestido para o trabalho, cheirando àquele perfume amadeirado e caro que dominava os meus sentidos.
— Bom dia. Nós vamos tomar café juntos hoje?
Me espreguicei na cama, puxando o lençol para cobrir os ombros.
— Claro que sim. Faz parte das minhas obrigações, não faz?
Ares balançou a cabeça, o sorriso ganhando um tom de diversão.
— A partir de agora, não existem mais obrigações desse tipo para você. É você quem manda, esposa. Você dita as regras.
Ergui uma sobrancelha, tentando não me deixar levar por aquela carinha de bom moço.
— O nosso acordo de três meses vai continuar de pé, Ares. Exatamente como combinamos.
— Tá bom. Como você quiser. — Ares se inclinou, me deu um selinho rápido, roubando um suspiro meu de surpresa, e se afastou da cama. — Vou te esperar lá embaixo.
Ele saiu do quarto. Fiquei alguns segundos encarando a porta fechada, tentando controlar a bagunça que estava a minha cabeça. Joguei as cobertas para o lado, fui até o banheiro e apenas escovei os dentes e lavei o rosto. Eu não ia me arrumar toda só para descer.
Saí do quarto ainda vestindo o meu pijama confortável. Enquanto descia as grandes escadas, acessei meu celular e vi que havia uma mensagem da Valentina na tela, pedindo atualizações sobre a loucura que ela tinha visto na TV ontem.
Entrei na sala de jantar, caminhei até a mesa, puxei a cadeira à direita dele e me sentei.
Ares me olhou, parecendo genuinamente satisfeito com a minha proximidade.
— Quer café ou suco? — ele perguntou, apontando para a mesa farta.
— Café, por favor. O mesmo que o seu — respondi.
O próprio Ares pegou a garrafa térmica e serviu a minha xícara, empurrando a louça com cuidado na minha direção.
Tomei um gole do café quente e limpei a garganta.
— Eu volto a trabalhar amanhã de manhã. Domênico quer começar a nova campanha da Bane Fashion.
Suspirei, apoiando o queixo na mão.
— Estamos tentando nos entender, Mary. Ele me pediu uma chance, e eu dei três meses para provar que mudou. — bem... são dois meses e uma semana para ser exata. — Mas eu estou com tanto medo de ser armação e cair na lábia dele...
Mary parou o que estava fazendo e me olhou com carinho.
— Sabe, menina Rubi... você estava encantada pelo senhor Ares logo no início, quando vieram morar aqui. Ele mesmo apagou essa chama. Mas parece que ainda tinha umas cinzas escondidas ali no fundo. E esse vento todo soprando agora está reacendendo tudo de novo.
Dei uma risadinha, surpresa com as palavras dela.
— Nossa, Mary, que frase elaborada. Mas acho que você tem toda a razão. As cinzas ainda estavam aqui.
Agradeci a ela pelo café e levantei da mesa. Subi as escadas de volta para o meu quarto.
Peguei o celular, abri a conversa com Valentina e digitei rápido:
“Venha me encontrar aqui na mansão hoje. Também preciso muito te contar tudo!”
Enviei a mensagem, joguei o celular na cama e fui direto para o banho. O dia estava apenas começando, mas seria perfeito porque eu finalmente estava no controle da minha própria vida.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!