RUBI MONTENEGRO
Eu estava livre. Nunca mais serei uma refém da família Montenegro.
Assim que passamos pela porta da frente da mansão, os funcionários nos cumprimentaram com discrição. Ares colocou a mão na base das minhas costas e me guiou escada acima, direto para a suíte principal.
Quando ele girou a maçaneta e empurrou a porta, eu parei no batente.
O quarto estava diferente. A cama antiga, enorme e que me causava calafrios só de lembrar quem já havia passado por ela, simplesmente sumiu. No lugar, havia uma cama nova, com um design parecido com a minha antiga, coberta por tecidos macios em tons pastéis que eu adorava. O quarto parecia mais meu.
Ares parou ao meu lado, observando a minha reação.
— Eu disse que jogaria aquela cama fora — ele murmurou com a voz rouca. — Também mandei queimarem os lençóis velhos, a poltrona e o tapete.
Ele transou no tapete?
— Entendo. — Eu não sabia o que dizer. Ele realmente tinha cumprido a promessa que fez em Paris.
— Daqui a três meses, quando o nosso acordo acabar, você será livre. Você pode pegar os seus bilhões e ir embora, se for isso o que você realmente quiser.
Senti um aperto repentino no peito. Ele deu um passo para trás, virou as costas para me dar espaço e começou a desabotoar a camisa social, pronto para se trocar depois de um dia exaustivo.
Fiquei parada, olhando para os músculos das costas dele se movendo a cada botão desfeito. Trilhões de dúvidas, medos e sentimentos confusos brigavam dentro de mim. Mas eu estava cansada de fugir de tudo. Não posso continuar varrendo para debaixo do tapete, até porque não tem mais tapete aqui.
Fechei a porta atrás de mim e, num impulso, girei a chave na fechadura, como se isso pudesse impedi-lo de fugir dessa conversa.
Ares parou de se despir no mesmo instante.
— Por que você está fazendo isso? — perguntei.
Ele olhou por cima do ombro, franzindo a testa.
— Fazendo o quê?
— Tudo, Ares! — dei um passo na direção dele. — Qual é o seu verdadeiro objetivo com toda essa loucura?
Ele se virou de frente para mim, a camisa aberta revelava o peitoral definitivo. Quando esse homem tinha tempo de ir a academia? Impossível ser naturalmente gostoso... Caramba, se concentre, Rubi!
Ares fechou os olhos por um segundo e soltou um suspiro frustrado. Quando voltou a me olhar, ainda parecia prestes a perder a paciência.
— É óbvio que não é só isso, Rubi! — ele segurou os meus braços e por um segundo pensei que me daria uma sacudida. — Eu só... Eu quero você na minha vida. Quero um casamento de verdade com você, todos os dias. E quero isso por muito mais tempo do que três malditos meses.
Minhas pernas fraquejaram, mas eu me mantive firme.
— Por quanto tempo, Ares?
Ele balançou a cabeça, seus olhos ainda estavam fixos nos meus.
— Não sei te responder isso. Porque eu olho para você e simplesmente não consigo enxergar um prazo de validade.
Se ele não via uma data de término, estava dizendo que me queria para sempre?
Reuni toda a coragem que me restava, e fiz a pergunta que mudaria o curso das nossas vidas para sempre:
— Você me ama, Ares?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!