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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 74

RUBI MONTENEGRO

Eu estava livre. Nunca mais serei uma refém da família Montenegro.

Assim que passamos pela porta da frente da mansão, os funcionários nos cumprimentaram com discrição. Ares colocou a mão na base das minhas costas e me guiou escada acima, direto para a suíte principal.

Quando ele girou a maçaneta e empurrou a porta, eu parei no batente.

O quarto estava diferente. A cama antiga, enorme e que me causava calafrios só de lembrar quem já havia passado por ela, simplesmente sumiu. No lugar, havia uma cama nova, com um design parecido com a minha antiga, coberta por tecidos macios em tons pastéis que eu adorava. O quarto parecia mais meu.

Ares parou ao meu lado, observando a minha reação.

— Eu disse que jogaria aquela cama fora — ele murmurou com a voz rouca. — Também mandei queimarem os lençóis velhos, a poltrona e o tapete.

Ele transou no tapete?

— Entendo. — Eu não sabia o que dizer. Ele realmente tinha cumprido a promessa que fez em Paris.

— Daqui a três meses, quando o nosso acordo acabar, você será livre. Você pode pegar os seus bilhões e ir embora, se for isso o que você realmente quiser.

Senti um aperto repentino no peito. Ele deu um passo para trás, virou as costas para me dar espaço e começou a desabotoar a camisa social, pronto para se trocar depois de um dia exaustivo.

Fiquei parada, olhando para os músculos das costas dele se movendo a cada botão desfeito. Trilhões de dúvidas, medos e sentimentos confusos brigavam dentro de mim. Mas eu estava cansada de fugir de tudo. Não posso continuar varrendo para debaixo do tapete, até porque não tem mais tapete aqui.

Fechei a porta atrás de mim e, num impulso, girei a chave na fechadura, como se isso pudesse impedi-lo de fugir dessa conversa.

Ares parou de se despir no mesmo instante.

— Por que você está fazendo isso? — perguntei.

Ele olhou por cima do ombro, franzindo a testa.

— Fazendo o quê?

— Tudo, Ares! — dei um passo na direção dele. — Qual é o seu verdadeiro objetivo com toda essa loucura?

Ele se virou de frente para mim, a camisa aberta revelava o peitoral definitivo. Quando esse homem tinha tempo de ir a academia? Impossível ser naturalmente gostoso... Caramba, se concentre, Rubi!

Ares fechou os olhos por um segundo e soltou um suspiro frustrado. Quando voltou a me olhar, ainda parecia prestes a perder a paciência.

— É óbvio que não é só isso, Rubi! — ele segurou os meus braços e por um segundo pensei que me daria uma sacudida. — Eu só... Eu quero você na minha vida. Quero um casamento de verdade com você, todos os dias. E quero isso por muito mais tempo do que três malditos meses.

Minhas pernas fraquejaram, mas eu me mantive firme.

— Por quanto tempo, Ares?

Ele balançou a cabeça, seus olhos ainda estavam fixos nos meus.

— Não sei te responder isso. Porque eu olho para você e simplesmente não consigo enxergar um prazo de validade.

Se ele não via uma data de término, estava dizendo que me queria para sempre?

Reuni toda a coragem que me restava, e fiz a pergunta que mudaria o curso das nossas vidas para sempre:

— Você me ama, Ares?

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