ARES BECKETT
O salão de baile do Hotel Grand Palace estava lotado. Eu segurava meu copo de uísque com força, verificando o relógio pela décima vez com impaciência.
Rubi não havia chegado. Melhor assim. A presença dela seria apenas uma mancha na minha noite.
— Ares, querido — Diana sussurrou no meu ouvido, segurando meu braço. — Esqueça aquela baleia. Ela deve estar em casa chorando sobre um pote de sorvete. Vamos aproveitar a noite.
Eu ia responder, mas, de repente, o murmúrio do salão morreu e todos voltaram sua atenção para a entrada.
Segui o olhar da multidão em direção à grande escadaria.
Meu copo parou no meio do caminho até minha boca.
No topo da escada, havia uma deusa.
Ela usava uma máscara dourada delicada, mas era o corpo que hipnotizava cada homem presente. Um vestido vermelho sangue, feito de um tecido que abraçava curvas perigosas e hipnotizantes. A fenda subia alto, revelando pernas torneadas a cada degrau que ela descia lentamente.
Senti um rebuliço na mente. Uma atração violenta e primitiva, algo que eu não sentia há anos. Meus olhos percorreram todo o seu corpo, o colo exposto e os lábios vermelhos que pareciam um convite ao pecado.
Assim que ela pisou no salão, os homens começaram a avançar como abutres.
Não. Ela não seria de nenhum deles.
Larguei o copo no balcão e, impulsionado por um instinto possessivo, atravessei o salão. Usei meus ombros para empurrar quem estivesse na frente, ignorando a etiqueta para chegar antes de todos.
Quando um idiota estendeu a mão para ela, eu entrei na frente, bloqueando-o com meu corpo. Capturei a mão enluvada da dama de vermelho e a puxei para perto
— Com licença, cavalheiros — falei para a multidão, fuzilando-os com o olhar. — A dama está comigo.
Sem esperar resposta, arrastei-a para longe dos olhares curiosos, guiando-a até uma alcova semi-escura perto das portas da varanda. Encurralando-a contra a parede, apoiei as mãos ao lado de sua cabeça, prendendo-a.
— Quem é você? — perguntei, minha voz rouca de desejo. — Eu conheço cada mulher da alta sociedade, mas nunca vi nada parecido com você.
Ela ergueu o queixo. Os olhos castanhos brilhavam através da máscara com uma intensidade que fez meu sangue ferver.
Ela ficou em silêncio por um segundo. Então, seus lábios se curvaram em um sorriso debochado e frio.
— É bom saber exatamente o que você pensa, marido.
Congelei.
— O quê?
Com um movimento lento, ela levou as mãos às laterais do rosto. Desamarrou a fita de cetim e puxou a máscara dourada, revelando o rosto.
Não... Isso é impossível...
Mas sim, o rosto era mais magro, os ângulos definidos, a maquiagem era linda... mas eram os olhos dela. Eram os olhos da mulher que eu humilhei meses a fio.
Ela sacudiu os cabelos negros, libertando-se completamente do disfarce, e me encarou.
— Prazer, Ares. — disse ela, sorrindo satisfeita. Dei um passo para trás, atordoado. — Sou eu, sua esposa, Rubi Beckett. A criatura repulsiva e patética que te dá náuseas.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!