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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 63

ARES BECKETT

Acompanhei cada passo de Rubi na passarela com os olhos completamente hipnotizados. O vestido vermelho desenhava cada curva do corpo dela, mas era a postura e a confiança que deixava a mim e todos ao redor sem ar.

Assim que ela desapareceu nos bastidores, o desfile continuou com as outras modelos da Bane Fashion, mas, para mim, o desfile do Bane já tinha acabado. A única coisa que eu queria era que a minha esposa voltasse rapidamente para o assento vazio ao meu lado.

Foi então que alguém sentou na cadeira VIP número dois.

Virei o rosto, esperando ver Rubi, mas dei de cara com uma mulher que eu conhecia vagamente de alguns jantares de negócios na Europa. Chantal? Camille? Não me importava nem um pouco com o nome dela.

— Monsieur Beckett — a mulher ronronou, cruzando as pernas e inclinando-se de forma ousada na minha direção. — Que prazer te ver de novo. Você parece tenso. O que acha de sairmos daqui para nos divertir um pouco? Conheço lugares muito mais interessantes em Paris do que este salão.

Dei um sorriso frio, totalmente sem paciência, e voltei meus olhos para a passarela.

— Sou um homem casado, agora. Com licença.

Achei que a rejeição seria o suficiente para a francesa levantar e ir embora, mas eu subestimei a audácia alheia. De repente, senti uma mão atrevida pousar sobre a minha perna. E não apenas pousar. Os dedos começaram a deslizar pela coxa da minha calça social, subindo sem vergonha.

— Que porra você está fazendo? — sussurrei entredentes, o tom mantido baixo apenas para não chamar a atenção da imprensa na nossa frente.

Chantal ou Camille ignorou o meu aviso e o meu tom irritado. Ela se inclinou ainda mais, o rosto quase colado no meu pescoço, e sussurrou no meu ouvido com uma ousadia beirando o suicídio:

— Eu não vejo o menor problema no fato de você ser casado, querido. Posso até te tirar dessa sua rotina entediante por uma noite. O que acontece em Paris...

Parei ao lado dela, um pouco ofegante. O garçom entregou a taça e sumiu rapidamente.

— Rubi — chamei. — Não é nada do que você está pensando. E sim, eu sei que isso soa como o maior clichê do mundo, mas é a verdade.

Ela tomou um gole do champanhe, olhando fixamente para os espelhos do bar, recusando-se a virar o rosto para me encarar.

— Ares, você pode fazer o que quiser, com quem quiser. Só tente ser um pouco mais discreto. Não se exiba na primeira fila de um desfile cheio de jornalistas.

Apertei a ponta do balcão do bar com as duas mãos, extremamente frustrado. Ela não ia acreditar em uma única palavra, mas eu precisava falar.

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