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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 59

RUBI MONTENEGRO

Caminhávamos lado a lado pelas calçadas iluminadas de Paris. O ar estava frio, mas o calor do corpo de Ares tão perto do meu me mantinha aquecida. Na verdade, meu corpo inteiro ainda formigava e a minha mente repassava aquele beijo em um looping infinito.

Eu estava totalmente na defensiva. A cada passo, esperava o momento em que ele faria alguma piada arrogante ou tentaria me arrastar direto para a cama do hotel.

— Vai ficar me olhando com essa cara de suspeita a noite toda? — Ares perguntou, com um sorriso de lado.

— Estou apenas tentando descobrir qual é a sua intenção. — Cruzei os braços, Ares percebeu meu desconforto e colocou seu paletó nos meus ombros. — Obrigada. — Agradeci pelo paletó. — Mas você não é do tipo que dá passeios noturnos a pé sem um motivo oculto. O que você quer, Ares?

Ele parou no meio da calçada e colocou a mão no peito, fingindo estar profundamente ofendido.

— Eu? Um motivo oculto? Estou apenas sendo o cavalheiro gentil e educado que a minha esposa merece.

— Cavalheiro? Você? — Soltei uma risada pelo nariz. — Tá bom. E eu sou a Rainha da Inglaterra em turnê.

— Sou um homem generoso e cheio de surpresas, Rubi. Falando nisso... — Ele apontou para uma pequena barraquinha iluminada na esquina. — Você gosta de crepes?

— Você... o homem que só come em restaurantes com estrelas Michelin... quer comprar comida de rua?

— Se tiver muito chocolate, eu como até pedra. — Ele piscou para mim e pegou a minha mão, me puxando até a barraca.

Foi a atitude mais surreal que já imaginei vindo dele. Ares, vestindo um smoking feito sob medida, encostou no balcão de rua e pediu dois crepes de Nutella com morango para o vendedor, usando um francês perfeito.

Ele me entregou o crepe quentinho enrolado no papel.

— Cuidado para não sujar o seu vestido, senhora Beckett.

— Preocupe-se com a sua gravata, senhor Beckett — rebati, dando uma mordida. — Meu Deus, isso é absurdo de bom!

Ares deu uma mordida no dele e imediatamente fez uma careta.

— Droga. Caiu chocolate no meu sapato.

Caí na gargalhada. Ver aquele magnata tentando limpar uma gota de Nutella do sapato no meio da rua era impagável. O clima estranho desapareceu como mágica. Voltamos a caminhar, comendo e conversando.

A corrida durou poucos minutos. Quando saímos do táxi, meus pés pararam sozinhos no meio da praça.

Lá estava ela. Imensa, majestosa e brilhando contra o céu escuro. A Torre Eiffel.

Eu já tinha visto fotos mil vezes na internet e em revistas, mas estar ali, debaixo daquelas luzes cintilantes, era de tirar o fôlego. Fiquei hipnotizada, com os lábios entreabertos.

— E então? — Ares sussurrou, parando logo atrás de mim. Senti suas mãos pousarem discretamente na minha cintura, trazendo-me para perto. — O que você acha?

Não consegui desviar os olhos da torre. O deslumbramento tomou conta da minha voz.

— É magnífica... de uma forma impossível de descrever.

Senti os lábios de Ares roçarem na curva do meu pescoço.

— É uma escolha de palavras muito interessante, Rubi — ele murmurou com a voz rouca. — Pois é exatamente isso que eu sinto quando olho para você.

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