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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 53

RUBI MONTENEGRO

Assim que o almoço terminou e Ares voltou para o escritório, não perdi nem um segundo. Peguei o pequeno pen drive e caminhei apressada até o meu antigo quarto.

Me sentei na beirada da cama, abri o meu notebook, conectei o dispositivo e cliquei na pasta que se abriu na tela.

Dessa vez, não havia pegadinha.

A tela do computador se encheu de pastas organizadas por datas, nomes e assuntos. Ares, o psicopata controlador que minha família me deu de marido, tinha mapeado absolutamente cada detalhe obscuro da vida da deles.

Comecei a abrir os arquivos, um por um.

Passei horas sentada ali, com o brilho da tela iluminando o meu rosto enquanto as lágrimas começavam a embaçar a minha visão. Eu não esperava encontrar contos de fadas, mas a realidade era muito pior do que qualquer pesadelo que eu pudesse ter inventado.

Li trocas de e-mails entre a minha irmã e amigas. Elas zombavam do meu peso, riam das minhas roupas e planejavam as humilhações que fariam apenas por diversão. Havia faturas de roupas caras que a Camila comprava e colocava no nome da empresa do meu pai, para depois fingir que eu tinha estourado os cartões de crédito e ser culpada pela mamãe.

E o meu pai... Matthew Montenegro não era apenas omisso. Li documentos bancários que provavam que ele desviava o dinheiro que deveria ser investido para pagar dívidas de jogo em cassinos clandestinos. Ele roubou para financiar o próprio vício. E quando as dívidas quase o engoliram vivo, ele não pensou duas vezes antes de me jogar nos braços de Ares em troca de um contrato de casamento de um ano que limparia o nome dele. Essas eram só coisas mais leves, naquele arquivo havia provas criminais contra cada um deles.

Em vez de me sentir poderosa com aquele pen drive em mãos, senti o meu estômago embrulhar. A vontade de vomitar era enorme. O nojo e a tristeza profunda me atingiram, quebrando qualquer restinho de esperança de que, no fundo, a minha família me amava de alguma forma torta.

Eles não me amavam. Acho até que me odiavam.

Fechei a tampa do notebook, abracei as pernas contra o peito e deixei o choro sair.

Não sei quanto tempo fiquei ali, soluçando no quarto vazio, mas Ares de repente sentou na beirada da cama e suspirou pesadamente. Nem ouvi quando ele entrou.

— Dói, não é?

Não respondi. Apenas assenti com a cabeça, incapaz de falar sem voltar a chorar.

Franzi a testa. Com Ares, sempre havia um detalhe.

— Que detalhe?

— O hotel é enorme e você não conhece a cidade, sem contar nos milhares de malucos correndo pelas ruas por causa da Semana de Moda... — Ele inclinou a cabeça. — Por estrita "medida de segurança", você deve ficar dentro da suíte o tempo todo. Você só deve sair acompanhada por mim, ou não saia de jeito nenhum. Fui claro, esposa?

— Isso é uma maneira que inventou de me manter grudada em você? — Perguntei, irônica.

— Quem sabe... — Ele deu uma piscadinha e saiu do quarto.

Estranhamente... sinto que ele veio me consolar. De qualquer forma, me sinto melhor. Já que vou para Paris eu deveria comprar roupas novas, não é?

Quem chora comprando roupas? Eu não!

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