Entrar Via

Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 42

RUBI MONTENEGRO

O sono me puxou para baixo com força, me arrastando para um pesadelo vívido e sufocante.

No sonho, eu estava de volta à casa dos meus pais. Minha mãe, Leonora, estava na minha frente, com aquele sorriso plástico e os olhos frios, apontando o dedo com unhas vermelhas para a minha barriga.

"—Você é uma vergonha para esta família, Rubi. Uma baleia. Olhe para a sua irmã. Por que você não pode ser como a Camila?"

A voz da minha irmã veio em seguida, uma risada estridente e cruel, zombando das minhas roupas largas que tentavam esconder meu corpo adolescente.

Eu tentava correr, tentava tapar os ouvidos, mas o chão parecia feito de lama. Então, a figura gigantesca do meu pai apareceu. O rosto dele estava vermelho de fúria. Ele levantou a mão. O impacto no meu rosto queimou.

"— Vendi você porque era a única coisa que você servia para fazer! Você não é nada!"

"— Não... para... por favor..."

"— Se não tem mais utilidade, você deveria morrer e parar de ser uma vergonha!" A mão do meu pai afundou minha cabeça na lama enquanto tentava me matar.

Acordei em um sobressalto violento, puxando o ar com desespero como se estivesse me afogando. Me sentei na cama, tremendo incontrolavelmente, o suor frio grudava a blusa do meu pijama na pele. As lágrimas escorriam pelo meu rosto, e os soluços começaram a rasgar a minha garganta antes que eu pudesse impedi-los.

Ares, que tinha o sono incrivelmente leve, se sentou num piscar de olhos.

Eu esperei a bronca. Esperei que ele me chamasse de louca, que reclamasse do barulho e mandasse eu calar a boca e voltar a dormir. Encolhi-me abraçando meus próprios joelhos, tentando sufocar o choro contra o tecido do pijama.

Mãos grandes e quentes seguraram meus ombros. Com um movimento surpreendentemente gentil, Ares me puxou, me tirando do meu canto de isolamento e me trouxe para o centro da cama.

Ares se afastou apenas o suficiente para olhar para o meu rosto. Ele usou os polegares para limpar as lágrimas molhadas das minhas bochechas com uma delicadeza que eu não sabia que ele possuía.

Ele levantou meu queixo suavemente. Minha respiração falhou quando ele se inclinou lentamente na minha direção. Não me afastei. Eu não queria me afastar.

Mas Ares não me beijou na boca.

Senti os lábios quentes dele tocarem o canto do meu lábio, bem na beiradinha. Foi um beijo demorado. Ele deixou os lábios ali por longos segundos, respirando contra a minha pele.

Depois, com calma, ele se deitou, puxando-me junto com ele. Acomodei minha cabeça no seu ombro, e o braço dele se fechou ao redor da minha cintura, prendendo-me contra o seu corpo. Ares começou a dar tapinhas leves e ritmados no meu ombro, como se embalasse um bebê para dormir.

Fechei os olhos e, contra toda a lógica e razão do mundo, dormi profundamente nos braços do meu inimigo.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!