ARES BECKETT
Eu estava no meu escritório, encarando a vista da cidade. Nesse momento eu deveria estar com toda a minha atenção focada no trabalho, mas minha mente continuava me levando até minha esposa.
A imagem da Rubi desafiadora e linda, não saía da minha cabeça. E a imagem dela ao lado de Domênico Bane me fazia querer quebrar o vidro da janela com minhas próprias mãos.
O interfone tocou, interrompendo minha adoração e fúria ao mesmo tempo.
— Sr. Beckett, a Sra. Leonora Montenegro está na linha dois. Diz que é urgente.
Leonora. Aquela sanguessuga. Suspirei, irritado.
— Passe a ligação.
Peguei o telefone, já esperando algum pedido de dinheiro ou convite para um jantar fútil.
— O que você quer, Leonora? Estou ocupado.
— Ares, querido! — A voz dela estava aguda. — Graças a Deus você atendeu. Nós temos um problema. Um problema enorme!
— Seja breve.
— A Rubi... ela esteve aqui. Aquela garota está fora de controle, Ares! —Me conte uma novidade... — Ela brigou com o pai, houve uma discussão horrível... Ela disse que não vai nos ajudar financeiramente e, pior, ela ameaçou pedir o divórcio antes do prazo!
Senti meu corpo ficar rígido na cadeira.
— O que você disse? — Quão grande foi essa discussão para a doce Rubi ameaçar deixar a família na ruína?
— Ela disse com todas as letras! — Leonora continuou, desesperada. — Disse que se pedirmos dinheiro a ela, ela entra com o pedido de divórcio amanhã mesmo e deixa você destruir a gente. Mas Ares, pense... se ela pedir o divórcio agora, a cláusula de tempo do testamento do seu avô... você perde a herança!
Desliguei o telefone na cara dela.
Joguei o aparelho sobre a mesa com força.
— Maldita! — rosnei.
Rubi estava jogando pesado. Ela sabia que a herança do meu avô dependia de eu estar casado por um ano. Faltavam três meses. Se ela pedisse o divórcio agora, eu teria muita dor de cabeça, mas duvido que essa seja a intenção dela.
— Bem, tem o Baile de Gala da Fundação Solar no sábado. O senhor recusou o convite. O vice-presidente ia representá-lo.
— Cancele o vice-presidente. Eu vou.
— O senhor vai? — Ela pareceu surpresa. Eu odiava esses eventos.
— Sim. E avise a organização que irei acompanhado da minha esposa. Quero a mesa principal.
— Sim, senhor. Mais alguma coisa?
— Sim. Mande entregar um buquê de rosas vermelhas na minha casa hoje. O maior que conseguir encontrar.
Claudia saiu.
Rubi queria ser uma mulher independente? Ótimo. Mas ela ainda levava o meu sobrenome. Eu usaria as obrigações sociais de "esposa" para mantê-la ao meu lado, sob o meu controle, longe de Domênico. Eu a levaria a eventos, jantares e viagens. Eu a sufocaria com a minha presença até que ela não consiga lembrar mais como era a vida antes de receber minha atenção.
Três meses. Eu tinha três meses para domar minha adorável esposa rebelde. E eu nunca falhei em alcançar algo que me propus a conseguir.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!