Entrar Via

Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 26

RUBI MONTENEGRO

Virei o rosto devagar para encarar meu pai. Ele estava ofegante, a mão ainda levantada, tremendo. Havia choque e satisfação no olhar dele. Ele achava que aquele tapa me colocaria no meu lugar? Achava que a violência física traria de volta a Rubi submissa?

Mas ele estava errado. Aquele tapa apenas queimou a última ponte que restava entre nós.

Meus olhos se encheram de lágrimas, mas não derramei nenhuma. Não daria a ele o gosto de me ver chorar de dor.

— Você me bateu... — sussurrei, com minha voz perigosamente calma. — Você me agrediu porque não tem argumentos contra a verdade. Porque sabe que é um fracassado que precisou vender a filha para sobreviver.

— Eu sou seu pai! Eu exijo respeito! — ele tentou rugir, mas sua voz falhou um pouco ao ver que eu não recuei.

Ignorei o latejar no meu rosto e o encarei.

— Respeito se conquista, Matthew. E você acabou de perder o pouco que restava, se é que existia algum. — Dei um passo em direção a ele, fazendo-o recuar por instinto. — Escute bem, porque eu não vou repetir. O dinheiro não virá da minha parte. A fonte secou. Eu não vou dar trinta por cento, nem dez, nem um centavo do meu trabalho para sustentar os luxos de vocês.

— Então você vai ver o que acontece! — Camila gritou do canto, tentando ajudar o pai. — Nós vamos falar com o Ares! Vamos dizer a ele que você está gastando o dinheiro dele!

Me virei para minha irmã e sorri com escárnio. Não tem como eu gastar nem um tostão do Ares, ele bloqueou essa possibilidade.

— Falem. Por favor, falem com o Ares. Rastejem até ele. — Voltei meu olhar para o meu pai e minha mãe. — Vocês acham que o Ares se importa com vocês? Ele odeia essa família. Ele só atura a existência de vocês por causa do contrato que me prende a ele.

— Eu sou o escudo de vocês e também a arma que pode ser usada contra vocês. — continuei, caminhando até a porta. — Agradeçam por eu ainda ter a decência de esperar os três meses acabarem para não ver vocês morando debaixo da ponte.

Parei com a mão na maçaneta e olhei para trás uma última vez. Vi três pessoas que, geneticamente, eram minha família, mas que na prática eram meus parasitas.

— Não me liguem, não me visitem e não ousem aparecer na minha frente. Considerem o meu silêncio e a minha permanência na casa do Ares como a última vez que lhes considero minha família.

Abri a porta e saí. O sol lá fora estava forte, mas eu me sentia gelada por dentro. Caminhei até o meu carro, entrei e tranquei as portas. Só então, no silêncio seguro do veículo, permiti que a primeira lágrima escorresse pela bochecha que meu pai havia golpeado.

Liguei o motor, pisei no acelerador e deixei para trás a casa onde cresci, sabendo que nunca mais voltaria lá por vontade própria.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!