DOMÊNICO BANE
Quando abri os olhos, a primeira coisa que notei foi o frescor incômodo do lado direito da cama.
Sentei no colchão, esfregando o rosto com as duas mãos para afastar o resto de sono que ainda pesava nas minhas pálpebras. Olhei ao redor do meu quarto. Não havia roupas espalhadas pelo tapete, nem sapatos femininos jogados de qualquer jeito perto da porta. A única prova de que eu não havia sonhado com a noite passada era o cheiro doce do perfume dela, que ainda estava impregnado nos meus lençóis.
Levantei devagar, sentindo os meus músculos protestarem pela noite agitada. Encontrei a minha cueca preta jogada perto do pé da cama e a vesti.
Caminhei pelo corredor até a sala. A porta estava destrancada e o cômodo, vazio. Fui até a cozinha, apenas confirmar, mas nada. O meu apartamento estava completamente deserto. Valentina Ross havia fugido.
Parei bem no meio da minha sala de estar e, de repente, uma risada escapou da minha garganta. Foi uma risada de pura incredulidade.
Eu, Domênico Bane, que escolhia com quem sair e, principalmente, que decidia quando a noite acabava, havia acabado de ser abandonado. Era a primeira vez na minha vida inteira que uma mulher passava a noite comigo e sumia.
— Talvez todas as pessoas próximas a Rubi estejam destinadas a me dispensar friamente — falei em voz alta para o vazio, balançando a cabeça enquanto achava graça daquela situação.
Caminhei até o sofá e me joguei nele, esticando as pernas. Ao me encostar no estofado macio, senti um leve ardor na pele do meu torso. Abaixei os olhos e passei a ponta dos dedos pelos arranhões vermelhos e bem marcados no meu peito e descendo pelo meu abdômen.
As marcas das unhas daquela assistente aparentemente certinha e controlada. O sorriso no meu rosto apenas aumentou, ganhando um toque malicioso.
A lembrança de Valentina invadiu a minha mente, e eu deixei a minha cabeça cair para trás no encosto do sofá, fechando os olhos.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!